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    Quarta-feira, 5 de maio de 2010, atualizada às 20h20

    Professores da rede estadual programam atos públicos para pressionar governo

    Aline Furtado
    Repórter

    Em greve desde o dia 9 de abril, professores da rede estadual de ensino de Juiz de Fora programam a realização de atos públicos como forma de pressionar o governo de Minas Gerais quanto à reivindicação salarial.

    Durante assembleia realizada nesta quarta-feira, 5 de maio, a categoria decidiu manter a greve por tempo indeterminado, além de realizar, na próxima quinta-feira, dia 6, um pedágio pedagógico no bairro Santa Luzia. Na sexta-feira, dia 7, os professores se reúnem na escadaria da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) para mais uma manifestação.

    Além disso, a categoria aguarda definição de um encontro, que ocorre na próxima quinta-feira, 6, em Belo Horizonte, entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE-MG), do governo e parlamentares da oposição. "Esperamos que o Governo sinalize de forma positiva. Caso isso aconteça, voltamos a trabalhar no dia seguinte. Se não, continuamos com o movimento", destaca a coordenadora geral do Sind-UTE, sub-sede de Juiz de Fora, Victória de Mello.

    Recurso

    Segundo a coordenadora de Comunicação e Cultura da subsede juizforana do Sind-UTE, Yara Aquino, a categoria apresentou recurso contra a decisão tomada, na última terça-feira, 4, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que considerou o movimento grevista ilegal. "

    A alegação do TJMG é de que, embora o serviço público educacional esteja no rol daqueles que têm direito à greve assegurado, a interrupção das aulas vai contra a garantia constitucional do ensino público regular, colocando em risco a qualidade da educação. O TJMG fixou multa diária de R$ 10 mil se a decisão for descumprida, limitada a R$ 500 mil.

    "Não há ilegalidade no movimento. Começamos a discutir a possibilidade de greve no dia 13 de março e ela foi deliberada no dia 8 de abril. Portanto, a alegação de que não houve tempo entre a decisão e a deflagração é inconsistente", explica a coordenadora.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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