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    Aula para se defender

    Conheça o Hapkido, arte marcial coreana voltada para a defesa pessoal

    Lucas Soares
    Repórter
    1º/11/2014

    Uma arte marcial coreana voltada, quase que exclusivamente, para defesa pessoal. Esse é o hapkido, criado oficialmente na Coréia do Sul na década de 1950 e difundida pelo mundo deste então, principalmente nas forças de segurança no mundo inteiro.

    O bombeiro Mário Henrique Gerheim, 41, Mestre em hapkido, explica o funcionamento da luta atualmente. "Tem vários campeonatos que utilizam a arte, que parece com vale tudo, só que com kimono. Você chuta, soca, tem a possibilidade de fazer torções nos adversários, projeções e a luta normalmente termina no chão, como se fosse o MMA", comenta.

    Segundo Gerheim, apesar do principal foco do hapkido ser forças de segurança, outros tipos de atletas também procuram ajuda. "Qualquer pessoa pode fazer, a partir dos três anos de idade. Depende da didática do professor. Eu sou do Corpo de Bombeiros, e tinha um projeto social lá dentro que trabalhávamos tanto com crianças, quanto com idosos. O mais novo da turma de idoso tinha 65 anos e treinava normal. A nossa escola treina os atletas de faixa vermelha pra cima, então já começa a ter uma didática de como trabalhar com as pessoas, criança, adolescente ou idoso. As mulheres, por exemplo, tem que ter um diferenciamento para melhorar a capacidade de cada uma", comenta.

    Quem ensinou a arte para Gerheim foi o segurança particular Mestre Rogério Carlos de Oliveira, 47, que trabalha com hapkido há 30 anos. "Os benefícios são excelentes, tanto para o corpo, tanto para a mente, que fica cada vez mais tranquila e pura. O hapkido é uma filosofia nada mais do que auto defesa. Fisicamente elimina toxinas, gordura, mantém a forma, de acordo com a dieta", afirma Oliveira. A única contraindicação para a prática da arte é para quem tem problema nas articulações. "Não quer dizer que não pode treinar, mas tem que ter um limite. Move muito as articulações, então quem tem problema de artrose, pode sentir dor", revela.

    Seguindo em frente

    De Rogério para Mário, de Mário para Robson. Hoje o taxista Robson Almir Carvalho assumiu o papel de mestre e professor, e conta um pouco da sua experiência. "Um aluno que entra na escola, com seis meses de treinamento dedicado e disciplinado, consegue ter um desempenho bom nesse tempo. Não é 100% pronto, mas consegue exercer técnicas de defesa e imobilização que vão deixá-lo mais confiante", garante.

    Carvalho também está escalado para participar do Campeonato Mineiro de Hapkido no próximo mês. O título vale um importante apoio para a modalidade. "Em novembro teremos o campeonato em Itabirito, vou lutar e levar uns alunos meus. O campeão ganha o bolsa atleta, que tem recursos financeiros para comprar material esportivo, alimentação, e dá tranquilidade e tempo para o atleta se dedicar à academia", diz.

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