Crianças procuram diversão na tecnologia Atualmente, é mais fácil encontrar crianças brincando com games e em sites da internet do que jogando amarelinha ou brincando de pique-esconde


Renata Solano
*Colaboração
30/10/07

As sugestões de brincadeiras para crianças, são, na sua maioria, idéias que têm a ver com se sujar, ficar melado, bagunçado. Mas, muitas crianças preferem evitar as diversões com as quais podem se sujar, seja dentro ou fora de casa, pois têm medo que seus pais reclamem de suas roupas sujas, não é isso, criançada?

Corre-cotia, amarelinha, queimada, bola de gude, soltar pipa, pique-esconde, pique-pega, passa anel, chicotinho queimado, elástico. Nossa, tantos nomes diferentes! E essas são apenas algumas das brincadeiras que fizeram sucesso há alguns anos.

Com certeza, os adultos mais próximos já ouviram falar e já se divertiram com esses jogos que, apesar de terem feito tanto sucesso, parecem estar sumidos do dia-a-dia da criançada de hoje em dia.

Mudanças com o tempo

A brincadeira entre as crianças tem mudado com o advento da tecnologia. Novos brinquedos, computador, internet e video-games parecem estar mais fortes no imaginário infantil que os jogos pueris de antigamente.

A procura por Lan houses, por sites de games e entretenimento online desenvolve um mercado marcado pela informatização. Crianças desejam receber de presente tecnologia.

Tecnologia que está em toda parte! Nos aparelhos de mp3 e mp4, no lap top da Xuxa, ou dos personagens da Disney, no vídeo game, e até mesmo no computador convencional.

O contato com objetos e instrumentos eletrônicos não é mau. Softwares educativos ou um computador portátil com recursos de cálculos, jogos e brinquedos específicos ajudam a desenvolver o raciocínio lógico-matemático. A criança desenvolve a inteligência, a criatividade e a paciência, mas é preciso, como tudo, ter limites.

Limite para que não desenvolva fobia da convivência social, problemas de vista, e aversão à escola, por exemplo. Portanto, os limites devem ser conversados com a criança e, se forem adotados, os brinquedos ou recursos tecnológicos deve haver uma preocupação em promover a interação com outras crianças.

A geração que cresceu envolta na era do computador tem hoje entre 12 e 16 anos e, na tentativa diária de equilibrar funções de pai e de educador na moderação do uso de tecnologias, é preciso reconhecer que entre quatro e sete anos a criança desenvolve as capacidades psicomotoras e que o ideal é andar de bicicleta, jogar futebol ou praticar esporte ao ar livre.

Segundo o psicólogo pedagógico, Paulo Bonfatti, "os pais não podem tomar a atitude drástica de isolar a criança do acesso às tecnologias, mantendo-a fora do contexto real da vida".

Em contrapartida, o atendente e uma casa de internet e jogos da cidade, Allan Henrique Moreira conta que, muitas vezes, os alunos matam ou matavam aula para jogar ou acessa a internet.

"Os sites mais acessados na Lan são os de games online e orkut", conta Allan, que nos revela, também quais são os sites mais acessados na loja:

Mas existem, também, sites educativos, com brincadeiras menos "agressivas" como jogo dos sete erros, tiro ao alvo, e outras, são eles:

A idealizadora de um site educativo para crianças, Priscilla de Paula inscreveu seu projeto na Lei de Incentivo à Cultura Murilo Mendes. O projeto é de criar um espaço para educação e aprendizado, principalmente ligado à arte.

Um dos criadores do site, que vai chamar Sbodi Bomp - a fábrica de brinquedo, João Paulo de Oliveira, conta que apesar de a criança estar inserida em um ambiente digital, o objetivo é ensinar brincadeiras fora desse mundo.

"Não temos como impedir nosso filhos de se envolverem com a tecnologia, eles nasceram conhecendo o mundo assim, mas é preciso que os pais verifiquem e companhem o conteúdo dos sites e o tempo de acesso", explica Paulo Bonfatti.

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