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    Eles sabem tudo de computador...
    Cada vez mais cedo, as crianças são inseridas no mundo da tecnologia e a escola tem um papel muito importante!

    Sílvia Zoche
    Repórter
    14/10/05

    Um adulto que vê uma criança de quatro, seis anos sentada à frente de um computador e percebe o quanto é fácil pra ela lidar com a máquina, provavelmente, fica encantado! Alguns justificam dizendo, que essa facilidade se deve ao fato de "a criança já nascer inserida no mundo da tecnologia".

    Mas não é só isso não! As próprias escolas já adaptaram seus laboratórios para os alunos desde os mais pequeninos até os adolescentes. Por isso, eles convivem muito cedo com o computador e impressionam um adulto que não liga muito (leia a matéria) pra isso. Mas, antes de qualquer coisa, é importante saber qual a função que esta tecnologia pode ter para esta criança!

    "No meio educacional, o computador deve ir além de, simplesmente, aprender informática, mas aliar a um projeto pedagógico", acredita o coordenador do Centro de Referência de Informática na Educação (CRIE), José Honório Glanzmann (foto abaixo). "Nosso objetivo é promover trabalhos integrados, tanto na Educação Infantil, no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio. A informática é usada como ferramenta integrada a outras disciplinas", enfatiza.

    Como as crianças do maternal e do 1º período da Educação Infantil estão desenvolvendo a coordenação motora, Glanzmann diz que é melhor o contato com a informática através do datashow e CD-ROM.

    "São atividades mais rápidas, devido à concentração das crianças. No geral, aqui na escola, a criança de 4, 5 anos está acostumada com CD-ROM, mas não com a interação de joguinhos no meio de histórias. Mostramos, por exemplo, um jogo de memória no datashow e eles apontam na tela. Isso acostuma a criança para, no outro período, ter contato com o computador no laboratório", diz.


    No laboratório de informática
    Quando no 2º período da Educação Infantil, os alunos entram, pela primeira vez, no laboratório, eles aprendem a mexer no mouse, nos teclados até ter mais afinidade com a máquina. "Nós temos programas em que a criança aprende a usar o mouse. Um deles, o aluno só arrasta; depois, ele aprende a clicar; em outro momento, ele clica e arrasta. A partir daí, eles aprendem a fazer desenhos, sempre integrado à disciplina", afirma.

    A presença do professor nos laboratórios, em qualquer série é importante, para que o aluno possa recorrer diretamente. "Existem escolas que deixam o aluno somente com o técnico do laboratório. Não adianta, porque ele não vai tirar a dúvida do aluno".

    Antes de qualquer programa desenvolvido ser levado para os alunos, é importante que ele também seja aprovado pela supervisão e pelos professores. "É preciso saber se aquele conteúdo tem uma linguagem que se adequa à determinada turma ou não. Por isso, a integração de nós que desenvolvemos os programas com a área pedagógica é importante", analisa.

    Depois de aprovado, o professor precisa estudar o conteúdo antes de passar para os alunos, para que estes sintam-se motivados durante a aula. "É como a avaliação de um livro didático. Tem que ler, planejar as atividades. É preciso canalizar o interesse para o assunto, seja matemática, português, história... A ação do professor faz com que as aulas fiquem interessantes", conclui.

    Um exemplo de motivação é o estudo das operações matemáticas, no laboratório. O aluno passa para próximas fases, de acordo com os acertos que obtiver em cada etapa. "Eles vêm com boa-vontade para as atividades", diz.

    Bons softwares também são essenciais para que a aula tenha bom rendimento. No colégio em que Glanzmann trabalha, são desenvolvidos softwares de cada disciplina. "Laboratório de informática é importante, mas sem um bom software não resolve".

    Uso da internet
    O uso da internet pelos alunos dos Ensinos Fundamental e Médio já acontece há um bom tempo e a equipe pedagógica deve ensinar como bem aproveitá-la. Como o laboratório é para quem vai desenvolver algum projeto pedagógico, existem mecanismos que bloqueiam sites como orkut e fotolog. "Aula de matemática, por exemplo, é aula de matemática e não para ficar olhando fotolog", explica Glanzmann.

    Se for necessário fazer algum tipo de pesquisa na internet, os professores podem realizar uma prévia de sites que consideram interessantes para os alunos olharem e, através de uma ferramenta, podem fazer com que os estudantes acessem somente estes sites. "A internet é uma rede muito ampla, com conteúdos diferentes. É preciso filtrar informações", diz.

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