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    Softwares agilizam produção em laticínios Programas especializados contribuem para aumentar a produtividade e os lucros na produção de leite e derivados

    Priscila Magalhães
    Repórter
    22/08/2007

    A produção de leite é uma das atividades mais importantes do país. Segundo dados da Embrapa Gado de Leite, no Brasil, em 2005, cerca de 25 bilhões de litros de leite foram produzidos. Minas Gerais é o estado campeão na área. No mesmo ano, a produção no Estado ultrapassou a mais de seis milhões e 600 mil litros.

    A tendência é a de que esse mercado continue crescendo cada vez mais. Por isso, os laticínios de todo o país têm procurado aderir a tecnologias para produzir mais e com qualidade superior.

    Uma tendência forte é a de optar pelo uso de softwares especializados como forma de dar impulso à produção de leite e derivados.

    Um exemplo é o software conhecido como Datamilk, voltado apenas para laticínios e cooperativas de leite. O programa atende as empresas nas etapas que vão desde a captação até a distribuição final do produto, auxiliando também na parte financeira, como emissão de notas e faturamento.

    Foto da tela com o software O representante da empresa que comercializa o sistema, Érik Carvalho (foto ao lado), diz que a principal vantagem é a automatização da produção. "Por incrível que pareça, algumas empresas ainda fazem vários trabalhos à mão e isso, de certa forma, atrasa o serviço e interfere na produção. A tecnologia, com certeza, permite mais agilidade", diz.


    Usuário do Datamilk há um ano e meio, Marcos Narciso, de Montes Claros, Minas Gerais, diz que optou pelo programa, porque tinha muito trabalho para reunir e digitar as informações. O investimento feito pela empresa foi em torno de R$ 15 mil e, mensalmente, tem uma despesa de R$ 1.800.

    Érik explica que o preço desse tipo de software geralmente é personalizado e o cálculo é feito de acordo com a quantidade de leite produzida em cada estabelecimento. "O valor varia de R$ 1 mil a R$ 15 mil e o período de instalação é de seis meses a um ano, com acompanhamento pela empresa e treinamento dos funcionários", conta.

    A empresa de Marcos produz leite, iogurte, manteiga, queijo, doce de leite e bebida láctea. Está no mercado há 15 anos e, segundo ele, após o início da utilização do programa, observou não só aumento no lucro, mas também na segurança e na rapidez de informação. "Quando tem falha em alguma etapa da produção, logo é identificado. Tudo na empresa passou a ser contabilizado e, antes, muita coisa ficava fora do nosso controle. A utilização do programa foi muito positiva", analisa.

    Segundo Érik, 650 empresas utilizam o sistema no Brasil e, ainda sim, o país tem carência de softwares na área de laticínios. "Mas a implantação ainda é difícil. Existe uma certa resistência, porque o sistema altera a forma de trabalho das empresas. Esta é a nossa maior dificuldade", diz.

    foto da tela de um computador com o software foto da tela de um computador com o softwarer foto da tela de um computador com o software

    Em Juiz de Fora, o mercado de laticínios contribui para movimentar a economia. Ainda, segundo os dados da Embrapa Gado de Leite, em 2004, a cidade ocupava o 23º lugar na produção de leite no país (171 milhões de litros). A Zona da Mata ocupava o 3º lugar, com produção de 628 milhões de litros. O coordenador de prospecção e demanda do Instituto de Laticínos Cândido Tostes, professor Adauto de Matos Lemos, ressalta que este mercado é muito importante para a cidade. (veja o vídeo no início da matéria)

    Embrapa possui Sis1000

    Foto de Luiz Carlos Takao Yamaguchi O Sis1000 também é um sistema para monitorar a indústria de laticínios, desde a plataforma de recepção de leite até a venda do produto final no mercado consumidor. Ele calcula os custos de recepção, beneficiamento e envase de leite e de produtos derivados.

    Foi lançado em 2002 e, de acordo com o economista e pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Luiz Carlos Takao Yamaguchi (foto acima), o sistema não atendeu às expectativas. "Em conversas informais com dirigentes de cooperativas e indústria de laticínios, observamos que o interesse maior seria, num primeiro momento, em sistemas que tratassem da parte financeira e contábil da empresa", ressalta.

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