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    Vendedores do comércio precisam ser joviais e ágeis Para garantir que a vaga de contrato temporário seja efetivada em janeiro, o funcionário tem que se mostrar interessado e fazer mais que o "arroz com feijão"

    Clecius Campos
    Repórter
    27/10/2009

    Algumas lojas de comércio varejista de Juiz de Fora dedicam suas vitrines ao anúncio de vagas temporárias para o fim de ano. Os novos postos de trabalho podem significar a efetivação do funcionário após as festividades natalinas. Mas qual é o perfil do vendedor que pode assumir uma dessas vagas e garantir além de uma remuneração a mais no período de férias?

    O consultor comportamental de uma empresa de treinamento de pessoas, Carlos Antônio de Souza Lima, acredita que o perfil mais valorizado nessa época é do vendedor jovial, ágil e que tenha habilidade com o público. "Ser jovial é diferente de ser jovem. É preciso mostrar-se disposto para o trabalho e executar as tarefas com rapidez, já que o movimento no comércio aumenta muito. A habilidade com o público envolve bom humor e principalmente cortesia."

    Segundo Lima, é importante que o candidato saiba escolher a loja onde quer trabalhar, para que se sinta mais à vontade. "Como não é uma profissão que exige grande flexibilidade, no que se refere a especializações, é preciso que o futuro vendedor eleja um tipo de loja que mais o agrade. Porém, existem as pessoas que são profissionais suficientes para executar um bom trabalho em qualquer ambiente."

    Fazer um bom trabalho é o passaporte para a efetivação no emprego. Segundo Lima, as empresas querem profissionais dedicados, que estejam buscando mais que "bicos em período de férias". "O próprio funcionário deve enxergar a vaga e apostar nela como uma oportunidade para perenizar a permanência na empresa. As lojas comumente estão interessadas em fazer rotação de empregados, por isso é interessante aproveitar os momentos."

    Para o consultor, um dos meios é fornecer à empresa mais que trabalho. "As lojas querem novas ideias. O vendedor deve se preocupar em fazer algo acima do que foi requisitado a ele. Aquele que faz o 'arroz com feijão', dificilmente será aproveitado."

    Comércio busca jovens com a cara das lojas

    Uma rede de cinco lojas da cidade deve contratar 20 vendedores para reforçar o atendimento no final do ano. De acordo com a supervisora Daniele Coimbra, serão admitidos mais estoquistas e auxiliares de caixa para o período. "Não existe um número exato de quantos serão aproveitados após janeiro, mas a vaga é garantida para aqueles que se destacarem." A empresa procura pessoas entre 18 e 26 anos de idade, com ensino médio completo. "O nível universitário é desejável. A experiência não faz muita diferença. Às vezes é mais interessante contratar um vendedor que não tenha vícios de mercado."

    Segundo Lima, a exigência de escolaridade pode estar relacionada com o público-alvo da loja. "Se aquele estabelecimento atende principalmente universitários e pessoas com ensino superior completo, pode ser interessante a contratação de vendedores com o mesmo grau de instrução. Porém, o mercado é tão diversificado que nem todas as lojas vão pedir profissionais altamente qualificados."

    Foto de cartaz anunciando vaga de vendedor Foto de cartaz anunciando vaga de vendedor

    A vendedora responsável por outra loja, Tatiane Maquito, afirma que exigência mínima para ocupar uma das duas vagas disponíveis é o segundo grau completo. Para ela, a idade é irrelevante no momento da escolha. "É importante que a pessoa seja descolada, comunicativa e goste de vender." Ela informa que a contratação no estabelecimento já é definitiva. "Estamos com desfalque de dois vendedores e vamos aproveitar a vontade de trabalhar no fim do ano para selecionar os interessados."

    De acordo com o gerente de uma loja de roupas, Alexandre Oliveira Mendes, para ser contratado, o candidato deve mostrar disposição para aprender e facilidade de conviver com a equipe. "A preferência é por jovens, do sexo feminino, que tenham um visual esportivo, já que nosso uniforme são as roupas que vendemos. A experiência é importante, mas não é o quesito principal." Nas duas lojas da marca estão sendo oferecidas três vagas para vendedores e uma para estoquista. "Pelo menos dois devem continuar conosco após as festas de fim de ano."

    Uma pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista de Juiz de Fora (Sindicomércio) aponta a criação de 1.200 vagas temporárias para o setor no período que antecede as festas natalinas. A expectativa do órgão é de que 30% dos contratados sejam efetivados após janeiro.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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