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    Economia solidária ganha força com a seleção de agentes de desenvolvimentoSeleção foi feita por meio do projeto Brasil Local, que fomenta a organização de empreendimentos geridos pelos próprios trabalhadores

    *Eliza Granadeiro
    Colaboração
    26/1/2011

    A economia solidária, em Juiz de Fora e região, será fortalecida com a atuação de duas agentes de desenvolvimento do projeto Brasil Local, coordenado pela Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes/MTE). Maria Geralda Souza Lopes e Ângela Vilela Pinto terão como missão identificar potencialidades e dificuldades enfrentadas pelos pequenos empreendedores. Além disso, terão que fazer um diagnóstico técnico sobre o empreendimento, buscar soluções por meio da constituição de parcerias e acompanhar a evolução do negócio.

    O coordenador da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (Intecoop) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Petrônio Barros, afirma que os objetivos do projeto são articular os setores sociais na ideia de unirem-se por meio de uma economia solidária e mobilizar a comunidade para a participação em eventos educativos. "A função do Brasil Local é dar estrutura para que os empreendedores se desenvolvam por meio de capacitação oferecida em seminários, cursos e na distribuição de informações."

    Segundo Barros, o modelo de trabalho da economia solidária baseia-se na organização, produção, comercialização, finanças e consumo dos produtos de empreendedores. Ele explica ainda que alguns dos grupos envolvidos são artesãos, agricultores familiares, apicultores, produtores de bebidas fermentadas, entre outros.

    Agentes e suas funções

    "A principal função das agentes de desenvolvimento é a divulgação das políticas públicas de apoio aos empreendedores", explica Barros. O coordenador afirma ainda que as diversas políticas, como as de agricultura familiar e de resíduos sólidos, deveriam ser mais divulgadas para a sociedade.

    As representantes vão percorrer algumas cidades mineiras para fazer levantamentos do trabalho desenvolvido por pequenos empreendedores, sejam artesãos, trabalhadores de agricultura familiar, piscicultura, entre outros. "A intenção é descobrir o trabalho dessas pessoas e trazê-lo para Juiz de Fora", afirma Ângela.

    Ângela Vilela Pinto, coordenadora da Tenda de Minas Solidária, explica que, como trabalha com economia solidária há alguns anos, já desenvolvia, por conta própria, o trabalho que agora fará com o apoio do Brasil Local. "Acredito que a escolha pelo meu nome como agente é o reconhecimento do trabalho que já faço", afirma. Ela considera que Juiz de Fora teria um desenvolvimento diferenciado se existisse na cidade uma lei específica para a economia solidária.

    Segundo Ângela, a importância do trabalho deve-se à possibilidade de divulgação do trabalho realizado em Belmiro Braga, Sobradinho, Guarará, Lima Duarte, Itamaraty de Minas, entre outras que recebem apoio do Brasil Local.

    A outra selecionada, Maria Geralda Souza Lopes, é presidente da Cooperativa de Portadores de Deficiência (Coopdef). Para ela, a oportunidade de divulgar os empreendimentos é uma boa chance para contribuir para o desenvolvimento local. "Estou honrada por fazer parte do projeto", afirma.

    Maria Geralda explica ainda que, por enquanto, o Brasil Local não tem sede na cidade. "Contamos com o apoio do poder público para nos ceder lugares onde possamos atuar", completa. Temporariamente, a Tenda de Minas Solidária, localizada no Mercado Municipal, é o local onde alguns trabalhos poderão ser vistos pela população.

     

    *Eliza Granadeiro é estudante do 6° período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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