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    Quinta-feira, 28 de janeiro de 2010, atualizada em 29 de janeiro, às 17h26

    Proposta da PJF para servidores da urgência e emergência desagrada categoria

    Clecius Campos
    Repórter

    A proposta apresentada pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) para a implantação de um novo modelo de gratificação para profissionais da saúde que atuam no setor de urgência e emergência foi considerada um desastre pelo Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.

    De acordo com o secretário-geral da instituição, Geraldo Sette, durante o encontro realizado nesta quinta-feira, 28 de janeiro, a administração municipal apresentou uma alternativa de substituição do adicional de penosidade nas categorias A, B, C e D, pago a plantonistas da urgência e emergência, por uma nova gratificação de valor único mensal, denominada pela PJF como Quadro de Valores de Referência (QVR).

    "O resultado inicial é visto pela diretoria do sindicato com pessimismo. Não sabemos ainda se o QVR vai considerar tempo de serviço, jornadas durante sábados, domingos e feriados, ou ainda especificidades como o plantão e o sobreaviso. Ao nosso entender, não houve definição para a carreira de urgência e emergência."

    A falta de informações concretas sobre o valor do QVR, que não chegou a ser apresentado, também é problema apontado pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Juiz de Fora (Sinserpu). Para a instituição, que defende os interesses de enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, a proposta apresentada é nebulosa. O temor dos sindicalistas é que a forma de cálculo do benefício traga perdas à carreira de determinados funcionários, caso seja feita algum tipo de média. O sindicato reclama ainda que a recomposição de perdas anteriores não foi sequer tratada durante a reunião.

    De acordo com o secretário de Administração e Recursos Humanos (SARH), Vitor Valverde, o QVR é a proposta de fixação de um piso de gratificações para a urgência e emergência. A secretaria finaliza a realização dos cálculos que irão definir o valor. "O QVR será fixado levando-se em conta a média de gratificações pagas à urgência e emergência, buscando ganho e considerando valores praticados no mercado. Não haverá prejuízo financeiro para categoria alguma."

    Valverde descarta a possibilidade de incorporação da gratificação no salário dos servidores. Segundo o secretário, para que o montante fosse incorporado, seria necessária a criação dos cargos de saúde relacionados à urgência e emergência, que deveriam ser ocupados, posteriormente, por meio de concurso público.

    A SARH marcou nova reunião sobre o assunto para o próximo dia 11 de fevereiro. A intenção é definir os pormenores do QVR. Após a apresentação dos valores, ambos os sindicatos pretendem convocar assembleia das categorias para levar a gratificação à discussão.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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