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    Quinta-feira, 7 de abril de 2011, atualizada às 13h25

    Mais de 80% dos médicos das Uaps aderem à paralisação. Profissionais de planos de saúde engrossam o movimento

    Aline Furtado
    Repórter
    Manifestação médicos

    Médicos das redes pública e particular de saúde de Juiz de Fora paralisaram, nesta quinta-feira, 7 de abril, as atividades, seguindo o movimento nacional. Nesta manhã, mais de 80% dos profissionais do serviço público reuniram-se em um ato em frente ao Pronto Atendimento Médico (PAM) Marechal, quando distribuíram panfletos à população, explicando os motivos da paralisação.

    "A adesão pode ser considerada extremamente positiva, tanto com relação aos profissionais da rede pública como no caso dos planos de saúde", destaca o presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão. Segundo ele, médicos que realizam atendimento nas Unidades de Atenção Primária à Saúde (Uaps) paralisaram suas atividades.

    "Além disso, a adesão da atenção secundária, como caso do PAM Marechal, foi total. Já a urgência e emergência vem funcionando em esquema de revezamento." Com relação aos planos de saúde, Salomão afirma que o número de médicos que paralisaram está acima do esperado. Com isso, consultas e procedimentos eletivos foram suspensos. O presidente ressalta que novas paralisações não estão descartadas, caso não haja avanço nas negociações. Na próxima terça-feira, dia 12, será realizada uma assembleia geral da categoria. O indicativo de greve da categoria já está aprovado.

    No caso da rede privada, uma das reivindicações dos profissionais diz respeito às melhorias no atendimento aos pacientes, de forma a reduzir a influência dos planos e das seguradoras no trabalho dos médicos, como nos diagnósticos e atendimentos. Além disso, a categoria luta por reajuste dos honorários. De acordo com o presidente, a tabela de repasse de pagamento feito pelos planos de saúde está defasada. "Estamos convocando uma negociação com o Conselho Federal e esperamos que esta mobilização contribua para que haja evolução. Não é possível que, mesmo diante de reajustes feitos pelos planos de saúde, ao longo dos tempos, continuemos recebendo entre R$ 30 e R$ 50 por consulta", reclama Salomão.

    Já os profissionais de rede pública de saúde reclamam da defasagem salarial e da precariedade das condições de trabalho. Atualmente, o piso do médico que trabalha na Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) é de R$ 1.370 para 20 horas semanais. A classe busca a implantação do piso salarial da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), fixado em R$ 9 mil, para a jornada de 20 horas semanais, além da realização de concursos públicos, a fim de que a carência de profissionais seja resolvida.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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