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    Quase 20 mil possíveis doadores de medula óssea Hemocentro de Juiz de Fora realiza o cadastro de pessoas da cidade e região desde 2001, mas chance de compatibilidade é pequena

    Fernanda Fernandes
    Repórter
    04/07/2008

    O transplante de medula óssea não é realizado em Juiz de Fora, mas a cidade já possui mais de 18 mil possíveis doadores cadastrados. Depois de campanhas massivas na mídia, o Hemocentro de Juiz de Fora já recebe espontaneamente pessoas que desejam doar medula. Mas ainda é pouco.

    Mesmo com este número aparentemente alto, a cidade só tem uma pessoa que efetivamente doou a medula. "Pode ser que haja mais alguém contactado diretamente pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), mas o Hemominas tem conhecimento de apenas um", informa Rosani Martins (foto abaixo), da equipe de captação do Hemominas.

    Segundo Rosani, o fato de ter uma doação concretizada é uma festa, porque a probabilidade de encontrar códigos genéticos compatíveis é muito pequena. Não há idéia de pouco ou de muito, mas a idéia de conseguir salvar alguém", ressalta.

    A fila de espera por doação de medula no Brasil não chega a mil pessoas, mas a demora em encontrar um doador compatível é grande. A chance de encontrar alguém com o mesmo código genético é de uma em cem mil.

    Foto de Rosani Martins Mesmo entre irmãos de mesmo pai e mesma mãe, apenas de 25% a 30% apresentam compatibilidade. Daí a importância de ter a maior quantidade possível de pessoas cadastradas. Podem precisar de transplante de medula óssea pacientes que apresentam alguns casos de anemia grave, leucemia, alguns tipos de câncer e alguns defeitos na própria medula.

    Juiz de Fora iniciou o cadastro em 2001 e, desde então, o Hemominas tem realizado campanhas de captação em várias das 31 cidades que fazem parte da área atendida pela instituição. Recentemente, a equipe juizforana cadastrou 900 pessoas em Passa Quatro, que pertence à regional de Pouso Alegre. "Nossa colaboração é em rede, afinal o cadastro é nacional e beneficia a todos os brasileiros. Eles tinham a demanda, mas não podiam realizar a campanha, então, fomos lá", diz Rosani.

    A coleta de medula não é feita em Juiz de Fora, sendo necessário ir a São Paulo, a Curitiba, ao Rio de Janeiro ou outra cidade que realize o procedimento. Todas as despesas do doador e de um acompanhante são cobertas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "Depois de doar uma vez, o nome não sai do cadastro. Mas, mesmo cadastrada, a pessoa só doa se quiser, podendo mudar de idéia ou decidir que não está em um momento adequado para isso", ressalta Rosani.

    O que é a medula óssea

    A medula óssea é um líquido que ocupa o interior dos ossos. Popularmente, é conhecida como tutano. É na medula que são produzidos os principais componentes do sangue, como as hemácias, os leucócitos e as plaquetas.

    Como é o transplante

    A coleta da medula pode ser feita por dois procedimentos diferentes. O método mais adequado é escolhido pelo médico que acompanha o caso.

    Aférese

    Durante cinco dias, o doador toma um medicamento que estimula a produção de células-mães no organismo. Na aférese, é utilizada uma máquina semelhante a da hemodiálise, a qual o doador permanece ligado por meio venoso. O processo dura de duas a três horas. São recolhidos 10% da medula presente no sangue, o que é recomposto no período de dez a 15 dias.

    Pulsão lombar

    A pulsão é um procedimento cirúrgico, que recolhe a medula diretamente do osso da bacia. O doador fica 24 horas no hospital, pois é necessária anestesia geral. Esta é a forma mais conhecida e divulgada na televisão.

    Como doar

    Para ser um possível doador, é preciso ter entre 18 e 55 anos, estar em bom estado de saúde e não ter doença infecciosa ou transmissível pelo sangue.

    Ao contrário das doações de sangue convencionais, para fazer o cadastro de doador de medula não há peso mínimo ou exigências como não ser hipertenso.

    Após preencher o formulário com os dados pessoais, é feita a coleta de 5 ml a 10 ml de sangue. Esta amostra é submetida ao teste HLA, que indica a tipagem genética. Assim, o material pode ser comparado com a lista dos pacientes em espera no Instituto Nacional do Câncer (Inca).

    As informações são enviadas para o cadastro no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e, sempre que um novo paciente precisa de transplante, esse registro é consultado.

    O Hemominas recebe os doadores de segunda a sexta-feira, de 07h às 18h, e aos sábados de 08h às 11h30, à Rua Barão de Cataguases s/nº .

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