Armando Falconi Filho Armando Falconi Filho 01/03/2009

Argila em saúde É usar e comprovar os efeitos curativos

Estamos agora, depois do Carnaval e das prolongadas férias do verão, enfrentando as consequências dos excessos destes dias em que o calor predominou no clima do Brasil, e nada melhor do que desintoxicar todo o corpo com tratamentos à base de argila.

Desintoxicar dos excessos, seja do que comeu, bebeu, praticou ou deixou de praticar. Toxinas todos nós temos e acumulamos, seja com os hábitos alimentares ou comportamentais, através do conforto e da maneira como administramos nossa saúde.

Além disto, o acúmulo das toxinas pode ser atribuído à idade, doenças, medicamentos, estresse, dietas impróprias, bebidas, fumo, falta de exercícios físicos e programas para emagrecer. Esses fatores são mais acentuados ainda nas mulheres, que a cada ciclo menstrual enfrentam as mudanças hormonais e até mesmo a gravidez.

Geologia e geoterapia

Todos os materiais que formam a geologia do planeta terra estão em transformação e mudanças químicas e eletromagnéticas desde o início da formação do nosso orbe.

O reino mineral, o mais antigo nesta escala de formação, apresenta estas energias que estão a impregnar desde as montanhas e os desertos, até os grãos de poeira espalhados pela superfície ou mergulhados nas profundezas do solo.

Casa tipo de solo contém elementos que o torna próprio para utilizações específicas na vida do ser humano. Os metais mais comuns, como ferro, alumínio, cobre e outros, são utilizados na confecção de objetos de uso diário, já outros como o ouro e a prata, têm destino diferente.

Desde os primórdios da cultura humana, um tipo de solo tem sido utilizado nas primeiras experiências e confecção de objetos de uso cotidiano nas tribos de diversos continentes. As cerâmicas, feitas de inúmeros tipos de argila, estão hoje nos museus, mostrando que os povos primitivos as usaram como matéria-prima desde priscas eras.

Os curadores antigos, os terapeutas e sacerdotes de cultos os mais variados recorriam a ela muitas vezes, e alguns, na antiga Grécia atribuíam-lhe uma "força extraordinária", e deixaram registros de seus benefícios na saúde humana.

Foto de Falconi com dois calendários Avicena no mundo árabe, do mesmo modo que o célebre anatomista grego Galeno, deixou vários registros e referências sobre seus efeitos positivos, quando usada tanto externa como internamente.

Muito antes disso, o naturalista romano "Plínio, o Antigo" consagrava-lhe um capítulo nos registros da sua "História Natural".

Mas tudo isto está muito longe e alguns podem até supor que os povos antigos empregavam a argila por falta de outro medicamento mais ativo. Entretanto, a argila tem se mostrado eficaz nos dias de hoje, atendendo ao interesse dos doentes e de profissionais de saúde, pelos componentes de sua farmacopéia química.

Agradecemos aos grandes naturalistas alemães, Kneipp, Kuhn, Just, Felke, etc, que mais contribuíram para o renascimento do emprego da argila no contexto dos tratamentos naturais, dos quais Mahatma Gandhi foi sempre um fiel adepto.

A figura ímpar do Padre Kneipp, aconselhava insistentemente uma mistura da argila e de vinagre natural de maçã para os emplastros e cataplasmas. Em algumas das nossas aldeias, este método sobreviveu, mas aplicado, sobretudo, aos animais. Quando um deles estava gravemente doente, envolviam-se completamente numa massa feita de argila e de vinagre.

No princípio do século XX, um médico berlinense, o Professor Julius Stumft, empregou-a com êxito contra a cólera asiática.

Durante a 1ª Guerra Mundial, os soldados russos recebiam 200 gramas de argila do comando militar, e em certos regimentos franceses associavam-na à mostarda, eliminando, assim, a disenteria, que destroçava outros regimentos vizinhos. O exército usava-a no tempo da cavalaria para uso veterinário.

Muitas vezes é aos animais que se deve a descoberta de terras curativas, terras por eles largamente usadas em caso de necessidade. Na floresta siberiana de Oussouri, existe uma importante estação balneária, cujas propriedades curativas da terra foram descobertas como resultado de observações feitas sobre animais feridos: javalis, cabritos-montês, veados, etc, que vinham mergulhar-se na lama benéfica.

Nos povos indígenas de diversos continentes, que ainda vivem em estreito contato com a natureza, o uso da argila é comportamento corrente.

Argiloterapia - propriedades da argila

As argilas são um silicato minimizado, ou silicato de alumínio e diversos oligoelementos. Entre os minerais encontrados se destaca o silício, segundo elemento mais abundante na natureza. Sua carência produz uma desestruturação do tecido conjuntivo, com sinais de envelhecimento.

Entre as diversas propriedades terapêuticas da argila, queremos destacar seus efeitos como o de certos medicamentos, sobretudo, os antissépticos. Para entender melhor vamos destacar seus oligoelementos.

Atuação dos oligoelementos:
  • Alumínio (Al): este elemento atua contra a falta de tonicidade, tem ação cicatrizante. O alumínio inibe o desenvolvimento de estafilococo áureo em cultura.
  • Cobre (Cu): tem desempenho importante nos processos de fixação do oxigênio, melanogenese. É eficaz em todas as manifestações infecciosas.
  • Enxofre (S): é um componente dos aminoácidos na proteína da pele. Tem efeito antisséptico.
  • Ferro (Fe): o ferro tem papel importante na respiração celular e na transferência de elétrons. Na pele, as carências de ferro manifestam-se por uma epiderme fina, seca e com falta de elasticidade.
  • Manganês (Mn): tem ação específica na biosíntese do colágeno, tem ação anti-infecciosa, cicatrizante, antialérgico.
  • Magnésio (Mg): tem poder de fixar os íons de potássio, do cálcio e a manutenção do gel celular, ou seja promove a hidratação.
  • Silício (Si): tem papel fundamental na reconstituição dos tecidos cutâneos e na defesa do tecido conjuntivo. Tem ação hemostática, purificante, adstringente e remineralizante. Reidrata a pele, as mucosas e reduz as inflamações. Também tem ação na elasticidade da pele atuando em flacidez cutânea.
  • Zinco (Zn): sua concentração é relativamente elevada na pele, sua carência se traduz por uma queratinização. Acontece também uma camada tissular excepcional e localizada no momento da cicatrização das lesões.

A argila tem grande capacidade para absorver vibrações densas e materiais, sendo eficiente também como harmonizador energético, além das propriedades antisséptica, anti-inflamatória, anti-reumática e antitumorais.

Nossa recomendação atendendo na clínica

Nestes 30 anos, atendendo pessoas com os mais variados problemas e desequilíbrios de saúde, temos recomendado a argila na saúde humana diariamente.

Externamente em problemas de pele, como psoríases, eczemas e outras dermatoses. Assim como nos casos de joanetes, gota, articulações traumatizadas, artrite, artrose, reumatismo e bursites.

Seja internamente, em água decantada por algumas horas, seja nos tratamentos de beleza e desintoxicação da pele, em máscaras, esfoliações, compressas relaxantes e hidratantes, etc.

Estas são as observações que compartilhamos com todos que queiram, neste outono, apresentar um corpo mais saudável, forte e bem nutrido.

Com sinceros votos de muita paz a tudo e a todos, ficamos à disposição para responder e esclarecer pontos relacionados a este tema. Quer saber mais? Entre em contato conosco, pois as informações são muitas, mas o espaço do artigo é limitado. Aguardamos seu e-mail.

Encerramos com saudações holísticas!


Armando Falconi Filho
é terapeuta holístico, escritor, consultor, conferencista e advogado
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