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    3G pode demorar pelo menos um ano para funcionar em JF Segundo especialista, apesar de ser possível o uso de torres existentes, muitas outras antenas precisam ser instaladas, já que a radiação 3G não passa de 500 m

    Clecius Campos
    Repórter
    28/9/2009

    A instalação e a implementação da tecnologia 3G em Juiz de Fora podem demorar de seis meses a um ano. Esse é o parecer do especialista em Comunicações Móveis, Almir Gonçalves Pereira, que menciona entre as razões para a demora a insuficiência de torres (sites) existentes na cidade. "Mesmo com a possibilidade de serem aproveitadas as torres já utilizadas pela tecnologia GSM (2G), nem sempre as especificidades técnicas são coincidentes. Para cobrir toda a cidade, seria preciso um projeto com mais torres e com menores distâncias entre elas."

    Isso porque, segundo Pereira, enquanto a frequência da tecnologia GSM alcança raio de 3 km, a radiação da 3G não passa dos 500 m. "Ainda se deve levar em conta os locais de instalação, a presença de barreiras, como prédios e morros, e até o número de assinantes." Para que a tecnologia funcione em toda a cidade os sites precisam ser equipados com transceptor 3G, sistema de alimentação, sistema de no break e interligação com a estação central, que pode ser feita por fibra ótica. "O custo de cada um desses sites está por volta de R$ 200 mil", completa ele.

    De acordo com Pereira, com a instalação de novas torres,  parte do tráfego de dados aconteceria em novas faixas destinadas exclusivamente à tecnologia 3G. "O restante poderia ser transmitido pela rede utilizada para transmissão de voz. No entanto, como o sistema de voz é prioritário, pode ser que a velocidade do tráfego de dados seja prejudicada em algum momento."

    Para o diretor técnico da ACESSA.com, Sérgio Faria, as operadoras de celular não são transparentes quanto à criação de uma rede destinada exclusivamente à transmissão de dados da tecnologia 3G. "A rigor, é de se esperar que a convergência das transmissões seja feita, uma vez que é a solução mais econômica. No entanto, seria necessária a criação de uma infraestrutura capaz de viabilizar a difusão de dados e de voz de forma ideal. O que as operadoras tentam é transmitir tanto comunicação quanto informação, usando gerência digital, a fim de que seja possível o tráfego numa única rede."

    Faria ressalta que a convergência pode diminuir a velocidade de transmissão dos dados e comprometer também o tratamento da voz. "Isso porque a velocidade não está só relacionada à tecnologia, mas também à capacidade de transporte da Estação Rabiobase (ERB) até o núcleo da rede da operadora. Quando vários celulares ou modems compartilham os recursos de uma única ERB, há consequentemente perda na velocidade de transmissão. É muito comum ocorrerem problemas tanto de transmissão de dados quanto no tratamento da voz em locais de alta concentração."

    Segundo Pereira, embora a tecnologia possa alcançar transmissão de dados por volta de 7 megabites por segundo (mb/s), em situações de sobrecarga a velocidade pode não chegar aos 500 quilobites por segundo (kb/s). A Associação Nacional das Operadoras de Celular (Acel) preferiu não comentar a questão da convergência.

    3G ainda está aquém de outras tecnologias de banda larga

    Para Faria, a promessa de alta velocidade de transmissão de dados via 3G ainda está aquém de outros serviços de banda larga fixa, como a internet via rádio, cabo ou fibra óptica. "Os equipamentos de 3G não conseguem competir em termos de velocidade. Embora sejam oferecidos pacotes com transmissão de até 3 mb/s, existem casos de testes de operadoras, feitos em locais onde não haveria concentração de usuários, em que foi possível captar apenas metade dessa performance." Em compensação, outras tecnologias em banda larga oferecem velocidades que variam entre 2 mb/s e 5 mb/s.

    Faria acredita que a grande vantagem da tecnologia é a mobilidade. Operadoras oferecem pacotes nos quais o deslocamento em todo o território nacional não é cobrado. "Em viagens de negócios, no meio do trânsito ou em outras cidades o usuário pode navegar com velocidade bem acima das que existiam antigamente, que usavam ligações telefônicas comuns." No entanto, Pereira afirma que a mobilidade só é uma vantagem quando a rede está bem estruturada. "Se você não tiver cobertura entre o Parque Halfeld e o bairro Bom Pastor, por exemplo, a conexão vai cair e a mobilidade fica comprometida."

    Segundo Faria, nenhum ponto na literatura técnica ou na literatura de negócios expõe a tecnologia 3G como acesso primário à internet. "Ela é um acesso secundário. O usuário tem uma conexão banda larga em ponto fixo e no deslocamento lança mão do 3G."

    Esse pode ser um dos motivos porque em listas de discussão e em newsgroups na internet, muitas pessoas reclamam da velocidade em todo o Brasil. "No meio das queixas, conseguimos observar que, muitas vezes, os que estão satisfeitos têm uma real consciência das limitações do serviço. Entre os chateados, estão aqueles que entraram com uma expectativa além do que a tecnologia pode oferecer."

    Evolução da tecnologia em transmissão de dados
    Imagem ilustrativa sobre evolução da tecnologia 3G

    Tecnologia 4G promete velocidade de até 40 mb/s

    De acordo com Pereira, a tecnologia 4G começa a ser efetivamente testada na Europa. Em Portugal, por exemplo, a quarta geração da telefonia móvel já é comercializada. O sistema promete velocidade de transmissão de dados de até 40 mb/s. "Isso porque o sistema de compactação de arquivos é muito mais eficiente e a transmissão ocorre em frequências exclusivas."

    No entanto, a estabilidade da conexão é ainda mais crítica. "São necessárias a instalação de mais antenas e a liberação de faixas exclusivas para a transmissão, já que a banda de passagem dos dados precisa ser mais larga. Para funcionar no Brasil, será necessária uma regulamentação prévia da Anatel e a venda dessas novas zonas de frequência.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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