Química Entenda os processos químicos, tirando exemplos nos fatos
do seu cotidiano. Anote as dicas do professor

Sílvia Zoche
Repórter
10/11/2004

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Assim como geografia, história, biologia, matemática e física, a química também é uma matéria que deve ser estudada levando em conta os fatos do dia-a-dia. Desta maneira, fica mais fácil você entender os processos químicos e fazer uma boa prova. Mas, é claro que existem dicas para estudar.

O professor Marcelo Marins (foto abaixo) afirma que o estudo é em cima do raciocínio. "A química, assim como outras matérias, deixou de ser decoreba. A forma de ensinar mudou. Hoje, as provas da UFJF possuem questões do nosso dia-a-dia", confirma.


Um exemplo que Marins cita é sobre um tópico de físico-química, divisão da química, normalmente, mais temida pelos estudantes. "Dentro da físico-química, estuda-se, por exemplo, a velocidade da reação. Eu exemplifico com a queima do carvão em um churrasco. Para acender a churrasqueira, a pessoa deve colocar pedaços pequenos de carvão para que o fogo acenda mais rápido. Ou seja, quanto menor o carvão, maior a velocidade de reação do fogo. Depois de aceso, a pessoa deve colocar carvão de tamanho maior só para manter. Ou seja, quanto maior o tamanho do carvão, menor a velocidade de reação da queima", explica.

Para quem está afastado há algum tempo dos estudos, é bom lembrar que a química é dividida em três: orgânica, inorgânica e físico-química. O professor diz que as prioridades são o uso da tabela periódica como consulta, atenção especial em exercícios de interpretação de gráficos e tabelas, ler sobre a indústria-petroquímica e estudar as reações químicas.

Alguns tópicos para serem estudados
  • Transformações Físicas & Químicas
  • Substâncias Puras & Misturas
  • Substâncias Simples & Compostas
  • Alotropia
  • Tipos de Misturas
  • Como separar as misturas
  • Modelos Atômicos
  • Ligações Químicas
  • Ácidos
  • Bases
  • Sais
  • Cinética Química
  • Equilíbrio Químico
  • Introdução à Termoquímica

Agora, na reta final, é importante manter o ritmo de estudo. Segundo Maris, não se deve acelerar o estudo, muito menos diminuir. "No mínimo, o estudante deve manter seu ritmo. Procurar saber o que apareceu em questões de vestibulares anteriores é interessante. A velocidade de queima do carvão que falei anteriormente é um exemplo. No vestibular passado caiu uma questão parecida. Outra coisa que pode cair nesse vestibular é sobre petróleo, já que a Petrobrás fez 50 anos em 2003 e não houve nenhuma pergunta no vestibular da UFJF. A revista Veja do ano passado fez um especial muito interessante sobre o assunto", diz.

Interpretar é a palavra-chave para o professor. "Os cálculos geralmente assustam o aluno, mas o que ele vai usar é uma regra de três simples. Não será necessário decorar as fórmulas. Entender o que é ensinado é o ponto principal", afirma.

Dúvida

As dúvidas dentro de sala de aula são comuns e, normalmente, esclarecidas. Mas o professor comentou que a banca da UFJF apresentou aos professores de cursinho uma incógnita: por que tantos vestibulandos, ao serem perguntados sobre a função orgânica de um composto, respondendo a função dele no organismo e não a função química presente? Marins diz que entre seus alunos não viu esse tipo de erro. "Talvez sejam pessoas que estão tentando o vestibular depois de muito tempo e confundem a pergunta. Então, vale a sugestão. A função orgânica de um composto é, por exemplo, um álcool, um ácido, um aldeído...".

E quanto a abordagem das questões nas faculdades particulares e na federal? São diferentes? O professor acredita que o conteúdo da UFJF é bem mais amplo. Portanto, quem estudar para o vestibular da UFJF terá estudado os conteúdos para as particulares. No mais, boa sorte!


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