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  • Juiz de Fora 150 anos em um minuto:
    Os fatos e personalidades que construíram a história da cidade.
    Novas crônicas todos os dias, de segunda a sexta.
    Uma iniciativa da Rádio FM Itatiaia e do JFService

    27/07/2000

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    Ciampi: o edifício mais alto
    Durante muitos anos, o edifício Ciampi, construído por Pantaleone Arcuri, no Parque Halfeld, foi o mais alto de Juiz de Fora. Com seus imponentes quatro andares, era admirado por todos e, no seu terraço, um potente holofote jogava um facho de luz no céu, que era visto nos lugares mais distantes da cidade. No final da década de 40, o engenheiro Deusdedith Salgado construiu o edifício Baependy, na Rua Halfeld 805, com salas comerciais, e o edifício Primus, na Avenida Rio Branco, com 50 apartamentos. Ambos tinham 12 andares e eram considerados os dois primeiros prédios chamados "arranha céus" em Juiz de Fora. A cidade crescia também para o alto e casas tradicionais iam sendo substituídas por novos edifícios comerciais e residenciais. O prédio do edifício Excelsior com 15 e depois a Santa Casa com 16 andares foram os expoentes durante um determinado período. Construtoras como a Solar, JJ Engenheiros, Scapim, Pantaleone Arcuri, Aguiar Ganimi Villela, Europa, Freitas e Guimarães, Villa Construções, Marfal, Quinet e, mais atualmente, a Construtora José Rocha são algumas das que colocaram sua marca em grandes edificações da cidade. Hoje o prédio mais alto de Juiz de Fora é o Centro Empresarial Alber Ganimi, Rua Espírito Santo, 1115, com 27 andares. Nele estão localizados os estúdios e escritórios da FM Itatiaia no vigésimo primeiro andar.

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    Clube Bom Pastor
    No dia 22 de fevereiro de 1953, um grupo de moradores do bairro fundava o Clube Bom Pastor, que tinha como objetivo congregar os moradores do bairro recém-construído em torno de um clube social e esportivo. Entre os fundadores, pessoas de alto conceito na cidade, como Sady Boechat, João Beraldo, José Monteiro Viana, Oswaldo Duarte, Alfredo Monteiro Viana, Homero Duarte e muitos outros. Seu primeiro presidente foi Darcy Bandeira, que permaneceu durante dez anos à frente do clube, mas foi Mário Eugênio Gomes Freire de Andrade quem permaneceu mais tempo como presidente, de 1965 até 1989, voltando de 1993 a 1997, totalizando 29 anos. O atual presidente é Joel Batituci, que tem mantido a tradição empreendedora dos antigos fundadores. Na parte esportiva, o Bom Pastor sempre se destacou na revelação de atletas em várias modalidades, como Gil Barrote, Gisele Gávio e Carlos Alberto Machado, no vôlei, sendo campeão infantil neste esporte e na natação. Mas a maior glória do clube é ter sido o berço para a carreira de Giovani Gávio, o medalha de ouro olímpico mais famoso do vôlei brasileiro. Outro grande atleta lembrado com saudades é José Carlos Rodrigues Oliveira, nadador campeão estadual falecido precocemente em plena atividade. No aspecto social, todos se lembram de grandes festas e, principalmente, dos bailes de Carnaval, que provocavam filas desde a madrugada para a reserva de ingressos e mesas. Nesta época, era famosa a disputa do Bom Pastor com o Clube Juiz de Fora para ver qual deles terminava mais tarde a sua festa carnavalesca. Havia troca de telefonemas entre as diretorias e, enquanto um não parava a festa, o outro continuava, o que, às vezes, levava os bailes até as 8 horas da manhã.

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    Salões de barbeiro
    Durante muito tempo, fazer a barba em salões de barbeiro era quase obrigatório para as pessoas de nível social mais elevado. Os tempos eram outros, havia tranqüilidade e mais tempo disponível sem o corre-corre dos dias atuais. Não havia os aparelhos de barbear sofisticados, como existem hoje, e a antiga lâmina "Gillete" era a única opção de barbear em casa. Daí, as navalhas empunhadas com tanta maestria pelos "Fígaros" mais famosos eram a solução, quando se precisava de uma barba mais bem feita. Alguns salões de barbeiro são lembrados em Juiz de Fora, assim como profissionais que neles trabalharam durante muitos anos. Um dos mais famosos era o Salão Gaburri, na Galeria Pio X, que funcionou durante 70 anos, desde 1924 até maio de 1994, sendo seu proprietário João Batista Gaburri. Hélio Zachini Mainieri, o Helinho, trabalhou ali durante 36 anos e lembra-se de muita gente famosa que atendeu. Hoje, Helinho ainda atende seus fregueses no salão da Galeria Sofia, na Rua Marechal Deodoro. O Salão Cristal, de Ademar de Oliveira, e o Salão Palace eram outros muito conhecidos. No palace, trabalhava o menor barbeiro do brasil, o Senhor Áureo, que tinha um metro e meio de altura e era chamado para atender a domicílio quando personalidades importantes vinham à cidade. No Clube Juiz de Fora, num salão existente até hoje, Aloísio atende filhos e netos de pessoas que começaram a freqüentar suas cadeiras com o irmão Pedro, que já se aposentou.

    Créditos:
    Texto e áudio - Equipe de Jornalismo Rádio FM Itatiaia JF
    Edição Internet e recursos digitais - Equipe JFService / ArtNet

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