Na Grécia e na Roma Antiga, as decisões importantes eram divididas entre instituições formadas por representantes da sociedade. Os modelos de governo inspiraram outros povos, entre eles, os portugueses. Quando Portugal enviou ao Brasil, colônia recém descoberta, expedições para reconhecimento da costa brasileira e para combater piratas e comerciantes franceses, começaram a surgir os povoamentos.

Em 1532, o governador-geral, Mem de Sá, elevou São Vicente, no litoral paulista, à categoria de vila. Foi criada, então, a primeira Câmara de Vereadores do Brasil. Ela era composta pelos camaristas, conhecidos como “homens bons”. Eram grandes proprietários de terras que formavam um grupo presidido por um juiz.

Nesse período, o legislativo tinha papel semelhante ao que exerce hoje: controlar os gastos da administração pública, regulamentar atividades comerciais e preservar o Patrimônio Público. Mas, se as funções eram parecidas, o acesso a elas era bem diferente. Mulheres, escravos, mulatos e comerciantes não podiam exercer as funções do legislativo.

FOTO: Maurício Resgatando Passado - Foto acervo Museu Mariano Procópio - 1907

História da Câmara Municipal de Juiz de Fora

Os séculos passaram, o Império deu lugar à República e as Câmaras Municipais sobreviveram. Nos primeiros anos do século XIX, os desbravadores procuravam caminhos mais seguros para levar as riquezas das Minas Gerais até à capital do Império, no Rio de Janeiro. Numa dessas expedições, os integrantes encontraram um rio de águas escuras, numa região fértil e estratégica. Surgiu o primeiro povoado que deu origem a Juiz de Fora.

Quando o povoado de Santo Antônio do Paraibuna se tornou Vila, foi criada a Câmara Municipal. Em 1853, eram sete vereadores. Três anos depois, o número subiu para nove. Hoje, o Legislativo Municipal tem 19 integrantes. Os gabinetes estão sempre movimentados, com entra e sai de pessoas levando demandas e pedindo ajuda social ou financeira.

Mesmo assim, é comum ver críticas, em especial nas redes sociais, à atuação dos vereadores. Eles são alvo de cobranças por parte da população, que busca soluções imediatas para problemas antigos do município.

FOTO: Acervo Simón Eugénio Sáenz Arévalo - Maurício Resgatando o Passado - Foto Câmara Municipal - 1950

Desafios da nova Mesa Diretora

São muitos os desafios da nova Mesa Diretora, que tomou posse na primeira semana deste mês. Ela é formada pelo Presidente, Vereador José Márcio Garotinho (PV), pelo Primeiro-Vice-Presidente, Nilton Militão (PSD), pelo Segundo-Vice-Presidente, Pardão (União), pelo Primeiro-Secretário, Marlon Siqueira (PP) e pela Segunda-Secretária, Protetora Kátia Franco (REDE).

Numa conversa com o novo Presidente, abordamos vários temas. Entre eles, a necessidade de se aproximar da população e a polêmica gerada com a aprovação do aumento do número de vereadores a partir da próxima legislatura. A decisão foi baseada em lei, mas despertou nas redes sociais comentários contrários. Zé Márcio Garotinho abriu o jogo sobre esse e outros assuntos. Acompanhe a entrevista na íntegra no vídeo abaixo.

Acervo Simón Eugénio Sáenz Arévalo - Maurício Resgatando o Passado - Foto Câmara Municipal - 1950

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