SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A morte de Erasmo Carlos, aos 81 anos, levou artistas a lembrarem histórias vividas ao lado do amigo, apelidado de Gigante Gentil por ser um homem alto e amável com as pessoas com quem convivia.

O cantor e compositor Milton Nascimento, por exemplo, contou nas redes sociais que Erasmo, também chamado de "Tremendão", salvou sua vida quando os dois estavam na Urca, zona sul do Rio de Janeiro.

"Estava atravessando a rua e não vi o carro vindo. Erasmo saiu correndo e me empurrou bem na hora", disse. "Depois, até brinquei com ele dizendo que se não tivesse morrido atropelado, poderia ter morrido com a força do empurrão".

Apesar do pouco contato que teve com o artista, a cantora e compositora Marina Lima lembrou que na década de 1980 gravou "Mesmo que seja eu", canção de Erasmo e Roberto Carlos, e foi elogiada por ele.

"Essa gravação causou um auê danado, por ser uma mulher cantando a letra. E o Erasmo comentou ter adorado essa minha 'apropriação' da música. Fiquei superorgulhosa", disse.

A lembrança da jornalista Sarah Oliveira está ligada à música "Sentado à beira do caminho", outra composição de Erasmo e Roberto.

"O amor é o que há de mais moderno nessa vida", disse Erasmo em uma entrevista para Sarah ao falar sobre a canção.

Ronnie Von, que conviveu com Erasmo na Jovem Guarda, afirmou que estar ao lado do amigo era sempre motivo de festa e alegria. "Sempre de bem com a vida".

Aos 89 anos, o cantor e violonista Carlos Lyra recordou o último encontro com o artista, em um camarim, e lamentou a perda de amigos mais novos do que ele nos últimos tempos.

A jovem atriz Larissa Manoela, 21, que foi neta de Erasmo no filme "Modo Avião", contou nas redes sociais que os dois falaram besteiras e deram muitas risadas no período das gravações.

"Você me acolheu sem nem me conhecer. Nossa troca foi preciosa", afirmou.