RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Tem um som que Enrique Diaz, 56, anda esperando ouvir com uma certa ansiedade: a musiquinha do plantão da Globo, aquela que precede o anúncio de notícias impactantes.

Neste caso, Diaz espera o anúncio da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado pela Polícia Federal por tentar dar um golpe de estado no Brasil, e que foi alvo de operação policial nesta semana.

"Eu festejaria demais mas nunca podemos esquecer que a questão é muito complexa", diz, no Camarote Arara, na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio neste domingo (11).

Nó balcão do bar, Diaz pede Moscow Mule ("Não sou home de chope") e volta ao assunto da música do plantão.

"Sou totalmente a favor da festa, é sempre importante lembrar o tamanho da tragédia que foi naquele tempo", desabafa.

O coronelismo, tema central do remake da novela de Benedito Ruy Barbosa, no ar atualmente no horário das nove da Globo, ele diz que continua aí para quem quiser ver.

"Ainda existe, todo mundo sabe", garante, "mas para mim o mais terrível é a relação com os territórios indígenas, é uma violência muito grande o que fazem com eles", concluiu.


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