SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - A PRF (Polícia Rodoviária Federal) afirmou na noite desta terça-feira (22) que as rodovias federais estão livres de interdições e bloqueios, após cinco dias de protestos antidemocráticos que contestavam o resultado da eleição.

O último bloqueio, em Sapezal (MT), foi desmobilizado pela PRF nesta terça. O estado liderou o número de protestos no país, com 18 bloqueios, e registrou uma escalada da violência na BR-163 desde a última sexta-feira (18), com bolsonaristas utilizando armas e dinamites para tentar derrubar pontes e incendiar caminhões. Até a tarde desta terça, 11 pessoas foram presas.

Os atos em Mato Grosso envolveram ataque a um posto de atendimento ao usuário da Rota Oeste, na BR 163, na região de Lucas do Rio Verde. No local, um guincho e uma ambulância foram incendiados. Os envolvidos usaram armas e tocas ninja, além de galões de gasolina.

Um funcionário da concessionária Via Brasil, que administra o trecho da BR 163 entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), chegou a ser rendido e seu carro foi utilizado para bloquear a rodovia nesta segunda.

Ao menos 50 integrantes do movimento foram identificados e devem responder pela participação nos atos criminosos, de acordo com a polícia.

Estradas de Rondônia e do Paraná também registraram interdições até esta terça.

Os atos antidemocráticos em rodovias começaram em 30 de outubro, após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência. A PRF chegou a desmobilizar completamente os bloqueios no início do mês, mas os protestos voltaram a ganhar força na última quinta-feira (17).

Segundo a polícia, mais de 1.200 manifestações foram desfeitas desde o final das eleições.

No dia 12 de novembro, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes mandou bloquear contas bancárias ligadas a 43 pessoas e empresas suspeitas de envolvimento com os atos.

Na manhã do último domingo (20), a PRF e a PF (Polícia Federal) cumpriram três mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva na cidade de Dourados, em Mato Grosso do Sul. A medida faz parte de um inquérito que investiga os bloqueios.

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