SÃO APULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente interino dos Correios, Heglehyschynton Marçal, tem promovido mudanças em postos estratégicos da empresa mesmo com a perspectiva de deixar o cargo nos próximos dias.

Ele assumiu o comando da estatal no início do ano, após o fim do governo de Jair Bolsonaro (PL), mas não deve ser efetivado na função.

Nas últimas semanas, fez nomeações para as superintendências do interior de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rio Grande do Norte, entre outros. Também indicou diretores do Postal Saúde (caixa de assistência dos funcionários) e Postalis, o fundo de pensão.

A proatividade de Marçal tem incomodado servidores da empresa, que temem outras mudanças quando o novo comando assumir.

Em nota, os Correios afirmaram que as mudanças são decisões de cunho unicamente administrativo.

"Os Correios são uma empresa composta por quase 90 mil empregados e, periodicamente, todos passam por avaliação de competências e resultados", afirma a estatal.

Ainda segundo a nota, as alterações "atendem aos requisitos de governança, sempre com o objetivo de manter a melhor performance da empresa, seja nos aspectos operacional, financeiro ou de gestão".