SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa inicia a tarde desta terça-feira (21) em alta, sustentada principalmente pelas ações de bancos e da Petrobras. Com agenda mais esvaziada, os investidores ficam em compasso de espera pelas decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (22).

O dólar oscila próximo da estabilidade, pesando um ambiente mais tranquilo nos mercados internacionais com a disposição de ajuda aos bancos com problemas nos EUA e na Europa, e a notícia de que as novas regras fiscais serão anunciadas somente em abril.

Às 12h50, o Ibovespa operava em alta de 0,18%, a 101.109 pontos. O dólar comercial à vista operava estável a R$ 5,240.

No mercado de juros, as taxas registram altas moderadas, reagindo às incertezas sobre as novas regras fiscais. Nos contratos para janeiro de 2024, a taxa saía dos 12,98% do fechamento desta segunda-feira (20) para 13,05% ao ano. Para janeiro de 2025, os juros subiam de 12,08% para 12,16%. Nos contratos para janeiro de 2027, a taxa avançava de 12,44% para 12,48%.

Com o petróleo em alta pelo segundo dia seguido, depois da cotação cair quase 12% na semana passada, a Petrobras se recupera nesta terça. As ações da estatal subiam quase 3% no início da tarde, enquanto o petróleo tipo Brent tinha avanço de quase 1%.

Os bancos também sobem, refletindo o maior alívio dos investidores com a situação do sistema financeiro internacional. Os desdobramentos da compra do Credit Suisse pelo UBS e a atuação das autoridades para salvar bancos americanos em apuros justificam a reação mais positiva nesta terça.

Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA, afirma que novas medidas podem ser tomadas para proteger os correntistas em caso de fuga de recursos em bancos menores. Segundo Yellen, os últimos movimentos das autoridades americanas mostraram um "compromisso resoluto de tomar as medidas necessárias para garantir que as economias dos correntistas e o sistema bancário permaneçam seguros."

Até mesmo a ação do First Republic Bank, que até ontem acumulava queda de 90% em março, nesta terça recupera parte destas perdas e sobe 37%. Os papéis de grandes bancos do país, como Goldman Sachs, JPMorgan, Morgan Stanley e Citigroup, avançam entre 3% e 4%.

Em Nova York, perto das 12h50 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,43%. O S&P 500 tinha alta de 0,86%, e o Nasdaq avançava 0,50%.

As bolsas na Europa também subiam perto do fechamento dos pregões. O Euro Stoxx 50 operava com ganhos de 1,55%. Destaque também para o FTSE 100, da Bolsa de Londres, com alta de 1,77%, e o DAX, de Frankfurt, subindo 1,83%.

Os papéis de bancos brasileiros, que sofreram menos que seus pares internacionais na semana passada, seguem a tendência de alta. Destaque para a ação preferencial do Itaú Unibanco, que sobe 2,50%, e para a Unit do Santander Brasil, com alta de 3%.

"Entendemos que a situação financeira dos bancos brasileiros é sólida, com indicadores saudáveis de empréstimo por depósitos, margem com mercado, títulos mantidos até o vencimento e liquidez de curto prazo", afirma a Rico Investimentos em análise sobre o cenário do sistema financeiro global.