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    Terça-feira, 24 de novembro de 2009, atualizada às 13h20

    Paralisação dos servidores da UFJF prejudica estudantes

    Aline Furtado
    Repórter

    A paralisação de 72 horas dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), iniciada nesta terça-feira, 24 de novembro, prejudica os alunos. Estão sem funcionar os dois restaurantes universitários (RUs), a Biblioteca Central, o sistema de transporte da UFJF, que auxilia no deslocamento de bolsistas até o campus e de alunos até os RUs. O Hospital Universitário (HU) opera parcialmente, em esquema de plantão. De acordo com o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFJF (Sintufejuf), Paulo Dimas de Castro, 70% dos 1.200 funcionários aderiram à manifestação.

    O RU é um dos setores que mais geram reclamações por estar fechado. "Além das aulas, sou bolsista no campus, por isso, almoço e janto no RU durante a semana. Com a manifestação, terei de lanchar. O almoço no RU fica em R$ 1,40, nas cantinas e restaurantes fora da UFJF não sai por menos de R$ 6", afirma o estudante do curso de Comunicação Social, Rafael Silva

    O também estudante de Comunicação Social, Fellype Alberto, diz que o movimento atrapalha a rotina. "A paralisação no meio da semana não permite que os estudantes que são de fora da cidade possam ir para casa. Sou de Juiz de Fora, mas não moro com minha família. Sem poder ir ao RU, terei que preparar o almoço na noite do dia anterior. Se não fizer assim, não almoço ou pago mais caro."

    Reivindicações

    Os servidores reivindicam o cumprimento do acordo coletivo para o ano de 2010, firmado na greve de 2007. O acordo se refere à revisão dos cargos dentro do plano de carreira. A categoria busca ainda o reposicionamento dos aposentados e a concessão de incentivo à qualificação para todos os técnico-administrativos, independente da classe que ocupam no plano. Além disso, os manifestantes cobram a revisão de benefícios, como o vale-refeição. "A paralisação é uma forma de pressionar e chamar a atenção dos ministérios da Educação e do Planejamento para a retomada de negociações", destaca Paulo Dimas.

    Discussão

    Na manhã desta terça-feira, os servidores se reuniram para debater sobre os motivos da paralisação, sobre a aposentadoria no serviço público e também sobre as políticas sindicais relacionadas. Nesta quarta-feira, dia 25, a discussão, que ocorrerá no HU Santa Catarina, abordará o plano de carreira dos técnico-administrativos em educação, com esclarecimentos sobre os pontos que devem ser aprimorados. Na quinta, dia 26, no RU Centro, a palestra será sobre políticas antirracismo e cotas nas universidades.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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