SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A partida entre Cortuluá e Deportivo Cali, disputada nesta quarta-feira (21) pelo Campeonato Colombiano, foi encerrada com cenas fortes. Vivendo má fase, o Cali estava sendo derrotado por 2 a 0 quando torcedores invadiram o campo para agredir jogadores e o técnico Mayer Candelo.

As imagens gravadas por torcedores do Cortuluá mostram um grupo de pessoas cercando Candelo, que chegou a receber um empurrão na cabeça antes de ser protegido e retirado de campo. Na Colômbia, o jornal "AS" também afirma que o atacante Téo Gutierrez foi um dos mais "cobrados" pelos invasores.

Com apenas oito pontos, o Deportivo Cali é o 19° e penúltimo colocado do Campeonato Colombiano. Mesmo assim, a equipe não corre riscos de rebaixamento, porque na Colômbia se utiliza o promédio, que define os rebaixados por meio de uma média dos últimos três anos.

Em 12 rodadas disputadas até aqui, o Deportivo Cali venceu apenas um jogo. Além da má fase no torneio nacional, o clube já foi eliminado na fase de grupos da Libertadores e, posteriormente, no mata-mata da Sul-Americana, nesta temporada.

Por falta de segurança, a Dimayor, que é a organizadora do campeonato local, decidiu encerrar a partida aos 36 minutos do segundo tempo, quando aconteceu a invasão. Em nota oficial, o Deportivo Cali se manifestou e repudiou a ação de seus torcedores.

"O Deportivo Cali rechaça enfaticamente as agressões e a violência sofrida por nossa equipe durante a partida contra o Cortuluá. Condenamos qualquer ato violento contra nossos jogadores ou corpo técnico. Solicitamos às autoridades governamentais e esportivas que intervenham para evitar uma tragédia no futuro. Convidamos os torcedores a viver o espetáculo em paz e sem violência", escreveu o clube.

Outras equipes do futebol colombiano como o Atlético Nacional e o Junior Barranquilla também pediram paz no futebol. Atletas do Cali também se manifestaram contra as agressões.