SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS ) - Em meio às celebrações da Copa do Mundo do Qatar, uma pergunta inquietava os brasileiros nas redes sociais: afinal, onde está o russo Yuri Torsky, conhecido no Mundial de 2018 como "Feiticeiro do Hexa"?

Depois de semanas de procura, Torsky resolveu, finalmente, dar as caras ?ainda que de forma tímida. Ele publicou uma foto nesta terça-feira (22) assistindo ao jogo entre Argentina e Arábia Saudita, que terminou com a derrota dos hermanos por 2x1.

As imagens foram compartilhadas nos stories dele no Instagram acompanhadas de um emoji de olhos atentos. Será que o russo estava secando os argentinos?

No torneio passado, Torsky foi flagrado torcendo pela seleção brasileira em um jogo contra o México com um semblante misterioso enquanto a Copa acontecia em seu próprio país.

A cena viralizou e virou até mesmo motivo para uma tatuagem: Yury eternizou a bandeira do Brasil, o Cristo Redentor e o troféu da Copa América na perna direita.

Sumido do Twitter desde fevereiro de 2019, uma de suas últimas publicações demonstrava seu amor pelo Brasil dias depois do incêndio no Ninho do Urubu que matou dez meninos da base do Flamengo. Torsky é flamenguista declarado.

Já no Instagram, as postagens dele são mais recentes. Nesta semana, Torsky curtiu uma publicação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e levantou rumores sobre sua torcida nesta Copa do Mundo.

No feed, o último registro é um vídeo de julho. "Brevemente sobre a minha vida", disse, marcando a cidade de Samara, na Rússia. Quatro meses antes, ele publicou uma tela preta com o escrito "não à guerra" ?naquela semana, foi dado o início do confronto entre a Rússia e a Ucrânia.

RUSSO 'BRASILEIRO'

Assistir a seleção brasileira no estádio era um sonho para Yury Torsky. A imagem com o semblante misterioso que viralizou nas redes sociais transformou o russo em um símbolo da torcida verde-amarela, gerou diversos memes e apelidos, e fez com que ele se tornasse uma "celebridade" na web.

Em 2018, o UOL Esporte conversou brevemente com ele através do VK (o Facebook russo). Na época, Torsky trabalhava em um emprego pouco usual: uma fábrica de foguetes, a CSKB Progresso ?empresa militar que construiu a espaçonave que levou o primeiro homem ao espaço, o russo Yuri Gagarin, em 1961.

"Eu sempre tive um sonho de assistir um jogo do Brasil ao vivo. Para os brasileiros, o futebol é mais que um jogo", revelou.

A simpatia dele pelo Brasil vem de outros tempos. Torsky contou ao Correio Braziliense que comprou a bandeira que estava no estádio em uma viagem a Guiana Francesa em fevereiro daquele ano.

Além do futebol, ele disse gostar do país como nação. "Torço para o Brasil porque é um país interessante."