SÃO PAULO, SP (UOL - FOLHAPRESS) - Arábia Saudita e Japão, as duas maiores zebras da Copa do Mundo nos quatro dias de torneio até agora, estiveram no caminho da seleção brasileira durante o ciclo de preparação para o Qatar. Curiosamente, o time de Neymar, Vini Jr, Paquetá e companhia venceu os algozes de Argentina e Alemanha.

O jogo contra a Arábia Saudita foi em 12 de outubro de 2018, um dos primeiros do Brasil depois da Copa do Mundo da Rússia. Em Riad, a equipe comandada por Tite venceu por 2 a 0, com gols de Gabriel Jesus e Alex Sandro. Já o confronto diante do Japão é mais recente, aconteceu no último dia 6 de junho. Em Tóquio, vitória do Brasil por 1 a 0 e gol marcado por Neymar.

No Qatar, a primeira rodada da Copa reservou vitórias surpreendentes de Arábia Saudita e Japão contra os campeões mundiais Argentina e Alemanha, ambas por 2 a 1 e de virada.

O Brasil fez ao todo 50 partidas no ciclo para a Copa do Mundo do Qatar, com 37 vitórias, dez empates e apenas três derrotas -duas contra a Argentina e uma diante do Peru. Contra adversários que estão na Copa do Mundo foram 21 jogos, com 15 vitórias, quatro empates e somente duas derrotas, um aproveitamento de quase 80% entre amistosos, Eliminatórias e duas edições da Copa América.

Outra adversária do Brasil no ciclo que também protagonizou um resultado inusitado na Copa do Mundo foi a Tunísia, que segurou um empate em 0 a 0 contra a Dinamarca, uma das candidatas a sensação do torneio. Em setembro, a seleção bateu os africanos por 5 a 1, com quatro gols marcados no primeiro tempo. Os autores dos gols foram Raphinha (duas vezes), Richarlison, Neymar e Pedro. Talbi descontou para os tunisianos.

Os adversários do Brasil desde 2018 vêm de América do Sul (35 jogos), África (5 jogos), Ásia (5 jogos), América Central (3 jogos), América do Norte (1 jogo) e Europa (1 jogo).

Na Copa, a estreia é amanhã (24), às 16h (de Brasília), contra a Sérvia.

Tite foi questionado sobre que efeito uma zebra como a derrota para a Argentina poderia ter para a seleção brasileira: "Eu estava olhando [Argentina 1 x 2 Arábia Saudita]. É de reflexão, sim, de respeito porque são todas seleções. A expectativa é de um ou outro, mas serve como análise e reflexão. Não tem facilidade maior ou menor, esse é o grande aspecto, não tem marca, não tem grife."