BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Um barbeiro de Mateus Leme, na região metropolitana de Belo Horizonte, tem feito sucesso pintando a bandeira do Brasil no cabelo de seus clientes.

Carlos Santos é dono de uma barbearia há sete anos e trabalha junto com seu filho. Eles vêm estudando e aplicando métodos de criação de artes coloridas na cabeça de seus fregueses e viram na Copa do Mundo uma oportunidade.

"Quando começou a surgir esse calor de Copa do Mundo, começamos a pensar em alguma coisa que o cliente pudesse usar para comemorar e carregar esse sentimento com ele, para além da camisa. Pegamos algumas ideias e achamos um cliente que tinha vontade de fazer e comprou a nossa ideia", afirmou.

Ele diz que o primeiro freguês a adotar o estilo o procurou querendo fazer algo diferente, voltado para a Copa. O barbeiro falou da ideia que estava planejando, e o jovem topou na hora.

Carlos publicou o resultado em sua conta no Instagram, e um segundo interessado o procurou para fazer o mesmo corte. A onda se repetiu, e outros apareceram.

De acordo com o barbeiro, muitos gostaram do trabalho, mas não têm coragem de ir adiante. Alguns, explicou, temem problemas de aceitação no trabalho ou em casa.

Para fazer um corte nesse estilo, o barbeiro leva cerca de três horas. O processo envolve o corte, a descoloração e a pigmentação nas cores verde, amarelo, azul e branco.

Quando fez a pintura pela primeira vez, Carlos criou moldes com as formas da bandeira para pintar cada uma das cores. Depois, mais acostumado com a tarefa, dispensou a matriz e passou a executar o trabalho mais livre.

O barbeiro diz que a tinta usada da pigmentação é orgânica e não traz danos para o cabelo ou o couro cabeludo. A pintura dura por cerca de 15 dias. Depois, vai perdendo o efeito devido ao crescimento do próprio cabelo.

O jovem Igor Henrique, 20, foi o segundo cliente a pintar a bandeira do Brasil na barbearia de Carlos. Ele nunca tinha feito algo tão diferente, mas viu o trabalho feito pelo barbeiro e resolveu adotar o corte.

"A Copa está rolando, mas parece que as pessoas estão um pouco desanimadas para torcer. Antigamente, a gente via as ruas todas pintadas de verde e amarelo, desta vez não tem. Aí eu pensei nisso e resolvi inovar, fazer algo diferente para torcer para o Brasil", afirmou o jovem.

Segundo Igor, os comentários têm sido positivos. Ainda que o clima de Copa não esteja como gostaria, ele tem ouvido gritos de "Brasil" de desconhecidos que observam a bandeira em sua cabeça.

Uma energia que só faz aumentar seu otimismo. "Esse time de agora me deixa confiante. Eu estou muito ansioso para o Brasil ser campeão logo e levantar a taça."