SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Xavi Hernández, técnico do Barcelona e ex-companheiro do lateral direito Daniel Alves no time espanhol diz ter ficado "em choque" com a prisão do brasileiro por uma suposta agressão sexual.

Uma mulher de 23 anos afirma ter sido estuprada por Daniel Alves, 39, na madrugada do dia 31 de dezembro, no banheiro de uma boate em Barcelona. O jogador nega a acusação de estupro, mas teria entrado em contradição no depoimento à polícia e dito que a relação sexual foi consensual. Anteriormente, ele havia dito que não a havia tocado.

"É difícil comentar uma situação como esta. Estou surpreso e chocado. Em estado de choque. A Justiça vai ditar o que quer que seja, não podemos entrar. Sinto muito por ele, estou surpreso", disse o treinador do Barcelona, durante entrevista coletiva neste sábado (21).

Daniel Alves foi preso na manhã de sexta-feira (20), após comparecer à delegacia Las Corts para prestar depoimento. A juíza Maria Concepción Cantón Martín decretou a prisão preventiva (sem prazo) e sem direito à fiança.

A juíza justificou sua decisão de encarcerar o jogador por risco de fuga. Segundo ela, Daniel Alves não mora na Espanha e tem capacidade econômica para fugir, além do fato de a Espanha não ter acordo de extradição com o Brasil.

Daniel Alves foi levado para o presídio Brians 1, em Barcelona. De acordo com informações do jornal El Periódico, o brasileiro passou a primeira noite na prisão abatido e calado.

O Pumas, do México, clube onde Daniel Alves estava jogando rescindiu o contrato com o brasileiro na sexta-feira após a prisão.