SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Ednaldo Rodrigues, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), centraliza a busca pelo técnico substituto de Tite e não divide muitas informações com outros dirigentes da entidade ou com os principais empresários do mercado.

A reportagem ouviu pessoas importantes da CBF e os principais agentes do futebol. Todos afirmam que Ednaldo guarda segredo sobre as negociações. Ronaldo Fenômeno seria a exceção nesse mistério do presidente.

"O mercado sabe que não adianta oferecer qualquer um e os principais técnicos não precisam de intermediário", dissede um dos principais empresários do Brasil, em contato com o UOL.

O QUE ACONTECEU

O presidente Ednaldo Rodrigues irá em breve à Europa para tratar do sucessor do técnico Tite no comando da seleção brasileira. Os contatos se intensificaram após o antigo comandante assinar sua rescisão.

Ednaldo afirma não ter pressa, mas quer respostas nas próximas semanas. A busca é por um profissional vencedor, ofensivo e com capacidade de aproximar a seleção do torcedor.

O UOL apurou que Carlo Ancelotti, Zinedine Zidane, Luis Enrique e José Mourinho são as quatro opções que a CBF trabalha para o posto que era de Tite. Ancelotti sinalizou a vontade de seguir no Real Madrid, mas Ednaldo não desistiu e quer se encontrar com o italiano pessoalmente.

Uma reunião está sendo alinhada nos bastidores com Luis Enrique, ex-técnico da seleção espanhola que agora é mais uma das alternativas da CBF, com o aval de Ronaldo Fenômeno, entusiasta do ex-companheiro de Barcelona.

Ednaldo não quer descer para a segunda prateleira de técnicos europeus. Outros nomes chegaram a ser especulados, como Manuel Pellegrini, do Bétis, mas não estão nos planos do mandatário atualmente.

Se o quarteto recusar, o novo técnico deve ser brasileiro. Caso não consiga convencer nenhum dos quatro técnicos que vê como 'unanimidades e inquestionáveis', os brasileiros seriam acionados.

Nomes como Dorival Jr, Cuca, Mano Menezes e Fernando Diniz são comentados na CBF, mas nenhum deles traria o efeito de unanimidade buscado pela entidade.

O português Abel Ferreira, do Palmeiras, não anima o presidente Ednaldo. Seu temperamento difícil é um dos motivos.

O QUE ESTÁ POR TRÁS

Ronaldo Fenômeno ofereceu ajuda ao presidente da CBF para iniciar contatos com os treinadores de ponta que Ednaldo deseja se encontrar.

Trabalhar bem com jogadores jovens é um dos fatores levados em consideração pelo mandatário. Ednaldo é entusiasta das categorias de base do Brasil e tem se animado com os relatórios que recebe e lê com frequência.

A CBF tentou Pep Guardiola, mas ouviu do agente do treinador que "é impossível" que ele deixe o Manchester City (Inglaterra), onde renovou recentemente seu contrato até 2025.

A ideia é ter um treinador até o fim de fevereiro. O primeiro compromisso da seleção neste novo ciclo se dá no fim de março com uma data-Fifa. A possibilidade de ter um técnico interino na ocasião não agrada o presidente, apesar de não ter sido completamente descartada.

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