RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - O Flamengo promoveu algumas mudanças internas para a reformulação do departamento de futebol. Nas escolhas, soluções caseiras foram a saída encontrada pela diretoria, mas o técnico Tite perde algumas figuras que considerou importantes desde a chegada ao clube.

O QUE ACONTECEU

O Flamengo fez três mudanças ligadas ao futebol na quinta-feira (8). Após reunião do "conselhinho", o clube comunicou que Luiz Carlos de Azevedo será o gerente do setor, Carlos Noval unifica as pastas de Gerências de Transição e Mercado e de Futebol de Base, e Gabriel Skinner foi demitido. Ele era supervisor.

Os dois profissionais promovidos são soluções caseiras encontradas. As duas novidades têm o respaldo de Marcos Braz e Bruno Spindel, principais nomes do futebol.

Noval sobreviveu a algumas gestões no Flamengo. Ele fez parte da diretoria de Patrícia Amorim e Eduardo Bandeira de Mello, e assumiu a transição da base com a chegada de Bruno Spindel.

Luiz Carlos exercia uma função semelhante a atual nas categorias de base. Ele está no clube desde 2015 e entrou como coordenador do centro de inteligência e mercado. Depois, virou gerente geral de futebol de base. Ele assume a vaga de Fabinho, que foi para o Corinthians.

Skinner tinha uma boa relação com os jogadores. Portanto, a saída acabou sendo considerada mais uma perda importante no dia a dia. Ele organizava principalmente a logísticas do clube.

O Flamengo vive ano eleitoral e qualquer mudança também passa por isso. Rodolfo Landim ainda não indicou quem será o candidato da situação e a expectativa é que isso aconteça após o Campeonato Carioca, mas as mexidas no principal ativo do clube passam pelo fortalecimento da base do atual presidente.

SAÍDAS AFETAM DIA A DIA

O Flamengo ainda pode perder Juan para a CBF. O ex-jogador é desejo da entidade por indicação de Dorival Jr e o Fla aguarda a oficialização da saída. Ele seguiu trabalhando normalmente nos últimos dias.

Juan e Fabinho foram considerados importantes por Tite na chegada dele ao clube. Os dois ajudaram o treinador a escalar a equipe na estreia. A dupla era constantemente citada nas entrevistas coletivas, especialmente no processo de adaptação ao elenco.

As mudanças também aumentam a distância de Braz e Spindel para o elenco. Juan, Fabinho e Skinner eram elos com o elenco, que ainda irá construir a relação de confiança com os profissionais escolhidos para o cargo.

Essas saídas já tinham sido debatidas antes. Em momentos de maior pressão, os nomes de Juan e Fabinho foram bastante questionados, principalmente pela torcida. Sampaoli, por exemplo, levou Gabriel Andreata, que se tornou gerente de futebol do clube, enfraquecendo as funções dos ex-atletas. A chegada de Tite fortaleceu a divisão das tarefas novamente.

O clube tem uma estrutura profissional que trabalha junto com atletas e comissão. O futebol é um esporte complexo. Temos a liderança do Tite e todas as funções que precisam ser executadas para apoiar comissão e atletas continuam na sua totalidade. A gente já deu boas-vindas ao Luiz Carlos, que é um profissional que o clube confia muito. A gente está muito tranquilo com o movimento que foi feito de substituição ao Fabinho. Todos nós estamos trabalhando para que seja um ano de muito sucesso e alegria para a Nação rubro-negra. Que a gente possa, juntos, conquistar títulos

Bruno Spindel, diretor de futebol

"Quando saiu o Fabinho, entendemos que teríamos que fazer algumas movimentações. Ou você vai para o mercado fazer contratação ou analisa internamente se tem um profissional qualificado. O que acho é que não podemos ter o pré-conceito de, se tem um profissional à altura que entendemos que possa exercer a função, não colocá-lo. Colocamos o Luiz exatamente por isso. Eu e o presidente entendemos que ele tem qualidade", disse Braz.


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