Matheus Brum Matheus Brum 28/12/2015

Retrospectiva 2015

tupiComo é de praxe, os últimos dias do ano são usados para fazer aquela reflexão sobre tudo que aconteceu ao longo dos 365 dias que passaram. Seja no âmbito pessoal ou profissional, são essas ponderações que norteiam o que seremos e desejamos para o ano vindouro.

Pensando sobre os acontecimentos do esporte em 2015, chego a conclusão de que poucos foram os momentos positivos. A apoteose, com certeza, foi o acesso do Tupi à Série B do Campeonato Brasileiro. Uma conquista importantíssima para o futebol de Juiz de Fora e Região. Porém, não podemos nunca nos esquecer de todos os problemas que cercaram esse feito: pouca participação da torcida, muitas vezes por falta de vontade da diretoria de atraí-los para junto do clube; censura a imprensa, e salários atrasados.

Fora o Galo Carijó, outro ponto chave foram as investigações do FBI, polícia estadunidense, que desmantelou o "Cartel Suíço" da FIFA, abrindo brecha para novos tempos no futebol mundial. É engraçado que, mesmo não tendo o esporte bretão como um dos mais populares, seja os Estados Unidos o país a conseguir iniciar uma ação para colocar no xilindró todos os dirigentes corruptos da maior paixão esportiva do planeta. Uma pena que tudo isso que esteja acontecendo não sirva de estimulo para que possamos acabar com essa farra aqui no Brasil. Por prerrogativas judiciais, não podemos usar as provas dos norte-americanos para julgar Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo del Nero. Enquanto isso, há um circo mambembe na CBF, elegendo pessoas mais velhas para poder ocupar cargos na Confederação, para assim, quando nosso presidente afastado renunciar, seus aliados tomarem o poder. Assim como na política em Brasília, mais uma vez damos passos para trás. Ao invés de melhorarmos nossas instituições, acabamos piorando-as.

Não podemos nos esquecer dos fracassos da Seleção Brasileira, que cada vez mais perde apelo e deixa no passado nossa rica história futebolística. Tivemos ainda uma série de erros de arbitragem, que colocaram "em xeque", vários resultados, gerando uma série de mimimi da imprensa, dos torcedores, dos jogadores, técnicos e cartolas. Não devemos deixar de lado a "Bancada da Bola" do Congresso, que vira e mexe, tenta atrapalhar alguma legislação a favor do nosso futebol. Fora das quatro linhas, tivemos um Pan-Americano "meia boca", que não serviu de base para grandes avaliações visando os Jogos Olímpicos. Por falar em "legado" de grandes eventos, temos, por fim, a notícia de que o consórcio do Maracanã pode deixar a administração do Maior do Mundo, voltado-a para o Estado do Rio de Janeiro, que está quebrado financeiramente. Enfim, são muitos momentos ruins e turbulentos. Que esse ano que vem vindo traga boas notícias para o esporte nacional, porque de notícias ruins, já estamos fartos.

Pois bem, essa é minha última coluna do ano, e queria muito agradecer a você, que semanalmente, ou de vez em quando, "perde" um tempinho da sua vida me lendo, fazendo críticas, sugestões ou elogios. Que essa virada de ano traga paz para você e seus entes queridos. Que 2016 seja um ano onde todos seus desejos e realizações sejam cumpridos. Vamos usar esse restinho de 2015 para refletir sobre nossos erros e acertos, para que ano que vem seja um ano excepcional. Pra todos vocês, aquele abraço.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

-
Matheus Brum Matheus Brum 28/12/2015

Retrospectiva 2015

tupiComo é de praxe, os últimos dias do ano são usados para fazer aquela reflexão sobre tudo que aconteceu ao longo dos 365 dias que passaram. Seja no âmbito pessoal ou profissional, são essas ponderações que norteiam o que seremos e desejamos para o ano vindouro.

Pensando sobre os acontecimentos do esporte em 2015, chego a conclusão de que poucos foram os momentos positivos. A apoteose, com certeza, foi o acesso do Tupi à Série B do Campeonato Brasileiro. Uma conquista importantíssima para o futebol de Juiz de Fora e Região. Porém, não podemos nunca nos esquecer de todos os problemas que cercaram esse feito: pouca participação da torcida, muitas vezes por falta de vontade da diretoria de atraí-los para junto do clube; censura a imprensa, e salários atrasados.

Fora o Galo Carijó, outro ponto chave foram as investigações do FBI, polícia estadunidense, que desmantelou o "Cartel Suíço" da FIFA, abrindo brecha para novos tempos no futebol mundial. É engraçado que, mesmo não tendo o esporte bretão como um dos mais populares, seja os Estados Unidos o país a conseguir iniciar uma ação para colocar no xilindró todos os dirigentes corruptos da maior paixão esportiva do planeta. Uma pena que tudo isso que esteja acontecendo não sirva de estimulo para que possamos acabar com essa farra aqui no Brasil. Por prerrogativas judiciais, não podemos usar as provas dos norte-americanos para julgar Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo del Nero. Enquanto isso, há um circo mambembe na CBF, elegendo pessoas mais velhas para poder ocupar cargos na Confederação, para assim, quando nosso presidente afastado renunciar, seus aliados tomarem o poder. Assim como na política em Brasília, mais uma vez damos passos para trás. Ao invés de melhorarmos nossas instituições, acabamos piorando-as.

Não podemos nos esquecer dos fracassos da Seleção Brasileira, que cada vez mais perde apelo e deixa no passado nossa rica história futebolística. Tivemos ainda uma série de erros de arbitragem, que colocaram "em xeque", vários resultados, gerando uma série de mimimi da imprensa, dos torcedores, dos jogadores, técnicos e cartolas. Não devemos deixar de lado a "Bancada da Bola" do Congresso, que vira e mexe, tenta atrapalhar alguma legislação a favor do nosso futebol. Fora das quatro linhas, tivemos um Pan-Americano "meia boca", que não serviu de base para grandes avaliações visando os Jogos Olímpicos. Por falar em "legado" de grandes eventos, temos, por fim, a notícia de que o consórcio do Maracanã pode deixar a administração do Maior do Mundo, voltado-a para o Estado do Rio de Janeiro, que está quebrado financeiramente. Enfim, são muitos momentos ruins e turbulentos. Que esse ano que vem vindo traga boas notícias para o esporte nacional, porque de notícias ruins, já estamos fartos.

Pois bem, essa é minha última coluna do ano, e queria muito agradecer a você, que semanalmente, ou de vez em quando, "perde" um tempinho da sua vida me lendo, fazendo críticas, sugestões ou elogios. Que essa virada de ano traga paz para você e seus entes queridos. Que 2016 seja um ano onde todos seus desejos e realizações sejam cumpridos. Vamos usar esse restinho de 2015 para refletir sobre nossos erros e acertos, para que ano que vem seja um ano excepcional. Pra todos vocês, aquele abraço.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

Matheus Brum Matheus Brum 28/12/2015

Retrospectiva 2015

tupiComo é de praxe, os últimos dias do ano são usados para fazer aquela reflexão sobre tudo que aconteceu ao longo dos 365 dias que passaram. Seja no âmbito pessoal ou profissional, são essas ponderações que norteiam o que seremos e desejamos para o ano vindouro.

Pensando sobre os acontecimentos do esporte em 2015, chego a conclusão de que poucos foram os momentos positivos. A apoteose, com certeza, foi o acesso do Tupi à Série B do Campeonato Brasileiro. Uma conquista importantíssima para o futebol de Juiz de Fora e Região. Porém, não podemos nunca nos esquecer de todos os problemas que cercaram esse feito: pouca participação da torcida, muitas vezes por falta de vontade da diretoria de atraí-los para junto do clube; censura a imprensa, e salários atrasados.

Fora o Galo Carijó, outro ponto chave foram as investigações do FBI, polícia estadunidense, que desmantelou o "Cartel Suíço" da FIFA, abrindo brecha para novos tempos no futebol mundial. É engraçado que, mesmo não tendo o esporte bretão como um dos mais populares, seja os Estados Unidos o país a conseguir iniciar uma ação para colocar no xilindró todos os dirigentes corruptos da maior paixão esportiva do planeta. Uma pena que tudo isso que esteja acontecendo não sirva de estimulo para que possamos acabar com essa farra aqui no Brasil. Por prerrogativas judiciais, não podemos usar as provas dos norte-americanos para julgar Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo del Nero. Enquanto isso, há um circo mambembe na CBF, elegendo pessoas mais velhas para poder ocupar cargos na Confederação, para assim, quando nosso presidente afastado renunciar, seus aliados tomarem o poder. Assim como na política em Brasília, mais uma vez damos passos para trás. Ao invés de melhorarmos nossas instituições, acabamos piorando-as.

Não podemos nos esquecer dos fracassos da Seleção Brasileira, que cada vez mais perde apelo e deixa no passado nossa rica história futebolística. Tivemos ainda uma série de erros de arbitragem, que colocaram "em xeque", vários resultados, gerando uma série de mimimi da imprensa, dos torcedores, dos jogadores, técnicos e cartolas. Não devemos deixar de lado a "Bancada da Bola" do Congresso, que vira e mexe, tenta atrapalhar alguma legislação a favor do nosso futebol. Fora das quatro linhas, tivemos um Pan-Americano "meia boca", que não serviu de base para grandes avaliações visando os Jogos Olímpicos. Por falar em "legado" de grandes eventos, temos, por fim, a notícia de que o consórcio do Maracanã pode deixar a administração do Maior do Mundo, voltado-a para o Estado do Rio de Janeiro, que está quebrado financeiramente. Enfim, são muitos momentos ruins e turbulentos. Que esse ano que vem vindo traga boas notícias para o esporte nacional, porque de notícias ruins, já estamos fartos.

Pois bem, essa é minha última coluna do ano, e queria muito agradecer a você, que semanalmente, ou de vez em quando, "perde" um tempinho da sua vida me lendo, fazendo críticas, sugestões ou elogios. Que essa virada de ano traga paz para você e seus entes queridos. Que 2016 seja um ano onde todos seus desejos e realizações sejam cumpridos. Vamos usar esse restinho de 2015 para refletir sobre nossos erros e acertos, para que ano que vem seja um ano excepcional. Pra todos vocês, aquele abraço.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.