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    Empate que estava fora dos planos do Galo Mesmo com um jogador a mais na equipe, Tupi empata no jogo contra o Villa Nova no Estádio Muncipal. O placar de empate é o primeiro, após nove meses

    Guilherme Oliveira
    *Colaboração
    26/02/2007

    À primeira vista, um empate em 2 a 2 em casa não é um bom resultado. Quando se percebe que, além disso, o Tupi jogou com um jogador a mais contra o Villa Nova desde os 34 minutos do primeiro tempo, o placar se torna ainda mais amargo. Por outro lado, o Galo Carijó que pouco criou e se inspirou esteve atrás do marcador por duas vezes e um ponto no Municipal acabou sendo o mais justo.

    Com o empate, o Tupi caiu para a sétima colocação , com sete pontos. Já o Villa Nova, oitavo colocado, continua invicto, mas sempre fora do objetivo principal que é figurar entre os quatro primeiros que asseguram vaga para a próxima fase.

    O jogo

    Os torcedores que foram ao Municipal viram aos dois minutos o meia Sidnei do Tupi quase marcar um gol olímpico. Era o cartão de visitas. O Tupi começou melhor, tocando mais a bola, enquanto o Villa estudava o adversário. A equipe de Nova Lima chegou com perigo pela primeira vez aos 11 minutos. Numa falha da zaga, Danilo recebeu cruzamento e perdeu o primeiro gol da partida graças a boa intervenção de Marcelo Cruz.

    Era o sinal. A zaga carijó voltou a falhar e Marcelo salvou novamente aos 15 minutos. No rebote, pedindo impedimento, a zaga parou de novo, dessa vez Danilo não perdoou e inaugurou o placar.

    meia Sidnei

    Não deu tempo nem de respirar e Sidnei (foto ao lado) no minuto seguinte acelerou, avançou sozinho desde o meio campo e fez um dos mais bonitos gols do estadual, 1 a 1. "Eu já tino feito um gol parecido quando jogava pelo Juventus de São Paulo. Mas esse foi mais bonito porque eu arranquei desde o meio campo. É um gol que vai ficar na memória", disse no intervalo.

    Após o gol de empate, a tônica do jogo foi pressão do Tupi e perigosos contra-ataques da equipe de Nova Lima. Aos 25, Sidnei quase marca de fora da área. Aos 26, Felipe, de cabeça, também quase deixa o seu. A pressão continuava com chutes de Zé Carlos e uma tentativa de longe do estreante Chicão que obrigaram o goleiro Gleisson a se destacar na etapa inicial.

    A situação melhorou para o Tupi aos 34 minutos, quando o meia Émerson foi expulso após derrubar o lateral Gean que saia em velocidade do setor defensivo. O primeiro tempo terminou com clima de vitória para o alvinegro de Juiz de Fora que voltaria com um a mais em campo.

    Segundo tempo
    Mas assim como em Ituiutaba, o Tupi não soube aproveitar a vantagem numérica. Mesmo empurrado pela torcida, o clima da virada perdia força pela falta de sintonia entre meio campo e ataque e a tarde não muito feliz da dupla de frente Felipe e Renato Santiago.

    Pressionando mais o Tupi não conseguia o gol da virada. Tentando mudar o panorama da partida, o treinador Tita fez duas substituições. Entraram Juninho e Júnior nos lugares de Santos e Gílson.

    Sem inspiração, nada parecia adiantar e o Villa sempre em jogadas rápidas ficava frente a frente com a zaga Carijó. A situação piorou aos 18 minutos quando o goleiro Marcelo saiu mal num cruzamento e cometeu pênalti que Márcio Guerreiro fez. Villa 2 a 1.

    atacante Leandro Guerreiro

    A torcida já pedia e Leandro Guerreiro entrou logo em seguida no lugar de Felipe. O resultado negativo se desenhava, mas o Tupi voltou a pressionar e aos 32 foi premiado com o gol de empate. Sidnei errou o chute que sobrou para Guerreiro empatar. 2 a 2. O gol deu novo ânimo ao Carijó que foi para cima. Sidnei de falta quase vira e Guerreiro por duas vezes perde a chance de dar a terceira vitória e a terceira colocação da competição ao Tupi.

    "Tive a felicidade de fazer um gol, não conseguimos a vitória e agora é pensar na próxima partida para ganhar e apagar essa imagem que ficou aqui dentro de casa."

    Para o zagueiro César, afobação atrapalhou. "Tem que ter mais tranqüilidade, estávamos com um jogador a mais, ficamos afobados, querendo resolver sozinho. O nosso forte é o coletivo, o toque de bola e isso não ocorreu no segundo tempo", disse o zagueiro.

    Com o resultado, o Tupi voltou a empatar após 9 meses. A última vez havia sido no dia 18 de maio de 2006 contra o Mamoré, no estádio Municipal, pelo Módulo II do Campeonato Mineiro.

    Ficha técnica

    Data: 25 de fevereiro 2007

    Local: Estádio radialista Mário Helênio, Juiz de Fora - MG

    Renda e público: R$ 26.139,00 e 4.115 pagantes

    Juiz: Luis Carlos Silva

    Cartões: Amarelos: Marcelo Cruz (Tupi), Leandro Guerreiro (Tupi) ; Geison (Villa) e Clodoaldo (Villa). Vermelho: Emerson (Villa)

    Gols: Danilo (0-1), aos 16 / 1º tempo, Sidnei (1-1), aos 17 / 2º tempo, Márcio Guerreiro (1-2), aos 19 / 2º tempo e Leandro Guerreiro (2-2), aos 32 / 2º tempo

    Tupi: Marcelo, Zé Carlos, Cesar, Samuel, e Jean; Chicão, Santos (Juninho aos 8’ do 2ºT), Gilson (Júnior aos 8’ do 2ºT) e Sidnei; Renato Santiago e Felipe (Leandro Guerreiro aos 20’ do 2ºT). Técnico: Tita

    Villa Nova: Glayson, Geison( Davidson aos 9'do 2ºT), Bil, Carciano e Jackson; Marcel, Emerson, Paulo César e Danilo,;Márcio Guerreiro( Willian César, aos 36'do 2ºT), Fabinho( Clodoaldo, aos 10'do 2ºT). Técnico:Pirulito


    *Guilherme Oliveira é estudante de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora

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