SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) - "Como quebrar o braço em casa" e "como deixar a Rússia" são as principais pesquisas feitas pelos russos no Google, após o presidente Vladimir Putin anunciar uma mobilização parcial para reforçar a luta do país na guerra contra a Ucrânia, convocando 300 mil homens.

De acordo o site DSNews, as buscas no Google por "como quebrar um braço em casa" dispararam em toda a Rússia, provocando especulações de que alguns russos poderiam tomar medidas extremas para evitar combates na Ucrânia.

O aumento de pesquisas ocorreu após Putin anunciar nesta quarta-feira (21) que convocaria reservistas russos. O ministro da Defesa, Sergei Shoigu, falou, após o discurso de Putin, que 300.000 homens com "experiência militar anterior" seriam convocados.

A partir das 5h, no horário de Moscou, o Google Trends começou a registrar o pico de pesquisas, incluindo o aumento sobre como quebrar o braço em casa.

Anteriormente, por volta das 2h, no horário local, quando o presidente iniciou o discurso, as tendências do mecanismo de pesquisa do Google entre os usuários russos incluíam apenas sobre maneiras de deixar a Rússia e o adiamento do exército.

DISCURSO DE PUTIN

Durante seu discurso, Putin disse que uma mobilização parcial seria "totalmente adequada às ameaças que enfrentamos, ou seja, proteger nossa pátria, sua soberania e integridade territorial, para garantir a segurança de nosso povo e do povo nos territórios libertados".

Ele alertou os países da OTAN que a Rússia tem "vários meios de destruição" à sua disposição, em uma possível alusão às armas nucleares, informou o jornal norte-americano Newsweek.

Putin acrescentou que a Rússia "usará todos os meios à nossa disposição" se "a integridade territorial de nosso país for ameaçada, para proteger a Rússia e nosso povo".

Na terça-feira, autoridades de quatro áreas da Ucrânia parcialmente controladas pela Rússia disseram que realizariam referendos sobre a adesão formal à Federação Rússia.

A votação deve começar na sexta-feira em Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia, embora as potências ocidentais tenham rejeitado sua legitimidade, completou a reportagem do Newsweek.