SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) - Um ataque a tiros em um supermercado Walmart no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, na noite de ontem deixou ao menos sete pessoas mortas. O tiroteio ocorre às vésperas do Dia de Ação de Graças e poucos dias após um ataque contra uma boate LGBTQIA+ do Colorado que deixou cinco mortos e provocou grande comoção no país.

O autor do massacre, que aconteceu em uma unidade do Walmart de Chesapeake, foi morto pela polícia. A investigação trabalha com a informação de que ele seria um gerente da loja e teria aberto fogo contra a equipe -o que ainda não foi reconhecido pela rede.

"Nós encontramos vários mortos e feridos", afirmou o chefe do Departamento de Polícia de Chesapeake, Leo Kosinski.

"Acreditamos que era um único atirador e que o único atirador está morto", acrescentou Kosinski, que elogiou a resposta rápida dos policiais, que entraram "imediatamente" no mercado.

As primeiras ligações para os serviços de emergência aconteceram às 22h (0h, no horário de Brasília), quando o mercado ainda estava aberto.

Mais cedo, a cidade de Chesapeake afirmou em sua conta oficial no Twitter que a polícia confirmou um "incidente com um atirador em curso, com mortes, no Walmart de Sam's Circle".

"Nossas unidades de primeiros socorros estão bem treinadas e preparadas para responder", acrescentou.

As imagens das emissoras de TV da cidade mostram uma grande presença policial no supermercado

Kosinski explicou que os policiais e investigadores isolaram a área do ataque.

"SEM SENTIDO"

O Walmart, maior rede varejista dos Estados Unidos, afirmou em um comunicado que está "chocado com o trágico acontecimento".

"Estamos rezando pelos afetados, pela comunidade e por nossos associados. Estamos trabalhando em estreita colaboração com as forças de segurança e estamos focados em apoiar nossos colaboradores", acrescenta a nota da empresa.

O prefeito de Chesapeake, Rick W. West, lamentou o ocorrido e prestou solidariedade às vítimas e familiares.

"Eu estou devastado pelo ato de violência sem sentido que ocorreu ontem à noite na nossa cidade. Minhas orações estão com todos os que forma afetados - as vítimas, as famílias, os amigos e os colegas de trabalho. Eu estou agradecido pelas ações rápidas que foram tomadas pelos socorristas que correram para a cena do crime. Chesapeake é uma comunidade unida e todos nós estamos comovidos com essa notícia. Juntos, nós vamos apoiar uns aos outros para enfrentar esse momento", disse ele.

A senadora do estado da Virgínia Louise Lucas declarou que está "com o coração partido porque o mais recente tiroteio em massa dos Estados Unidos aconteceu em um Walmart em meu distrito em Chesapeake, Virgínia, esta noite".

"Não vou descansar até que encontremos soluções para acabar com esta epidemia de violência com armas em nosso país, que já tirou tantas vidas", escreveu no Twitter.

Chesapeake fica a 240 quilômetros ao sudeste da capital dos Estados Unidos, Washington D.C.

O massacre aconteceu menos de 48 horas antes da celebração do Dia de Ação de Graça no país.

"Tragicamente, nossa comunidade sofre outro incidente de violência armada sem sentido, justamente no momento em que as famílias se reúnem para o Dia de Ação de Graças", tuitou o congressista Bobby Scott, que representa o estado da Virginia.

No sábado, um homem armado abriu fogo dentro de uma boate LGBTQIA+ em Colorado Springs (oeste). O ataque terminou com cinco mortos e 18 feridos.

O atirador, identificado como Anderson Lee Aldrich, 25 anos, foi rendido por dois clientes. Ele enfrenta acusações de assassinato e um possível crime de ódio.

Este tipo de crime é entendido nos Estados Unidos como um ato direcionado contra uma pessoa com base em sua identidade, o que pode incluir raça, religião, nacionalidade, orientação sexual ou deficiência. Considerado um crime federal com circunstâncias agravantes, pode resultar em penas mais severas.

A violência com armas de fogo prossegue em um ritmo alarmante nos Estados Unidos, país que registrou mais de 600 tiroteios em 2022, segundo a organização Gun Violence Archive.

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