SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A eurodeputada Roberta Metsola afirmou que o Parlamento Europeu, o qual preside, está sob "um ataque cibernético sofisticado" que teria sido reivindicado por um grupo pró-Kremlin.

"Nossos especialistas em TI [tecnologia da informação] estão lutando e protegendo nossos sistemas. Isso após proclamarmos a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo", escreveu Metsola em uma publicação no Twitter, encerrando-a com uma saudação em ucraniano.

O anúncio da presidente do Parlamento foi feito às 12h45 pelo horário de Brasília. Perto das 14h, o site do Parlamento Europeu estava fora do ar.

Metsola não esclareceu se o grupo se identificou como russo ou apenas como favorável ao regime de Vladimir Putin na Rússia.

Como salientou Metsola, os eurodeputados aprovaram hoje um texto que descreve a Rússia como um "Estado patrocinador do terrorismo" na guerra da Ucrânia, apelando para que os 27 países da União Europeia (UE) façam o mesmo.

No texto adotado em Estrasburgo por 494 votos a favor (58 contra e 44 abstenções), os eurodeputados descrevem que além de ser um "Estado patrocinador do terrorismo", a Rússia "usa meios terroristas".

Volodimir Zelenski, presidente da Ucrânia, comemorou a resolução. "A Rússia deve ser isolada em todos os níveis e responsabilizada por sua política de terrorismo de longa data na Ucrânia e em todo o mundo", escreveu no Twitter.

O braço legislativo da União Europeia é formado por 705 eurodeputados, eleitos pelos cidadãos dos países do bloco a cada cinco anos. As últimas eleições foram em 2019, e as próximas estão previstas para 2024.

O Parlamento atua em conjunto com outros órgãos da União Europeia, como a Comissão Europeia ? considerada o braço executivo, que propõe leis e as executa em nome de todo o bloco ? e o Conselho da União Europeia, que reúne ministros dos países-membros para discutir políticas, posicionamentos e proposições.