SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O jornalista Glenn Greenwald afirmou nesta terça-feira (20), nas redes sociais, que a família decidiu pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a retirada da candidatura de seu marido, o deputado federal David Miranda (PDT-RJ), que está internado desde agosto, no Rio de Janeiro.

Glenn afirma que, apesar de não ser responsável por deliberar sobre a candidatura, precisou fazê-la pelo estado de saúde do companheiro.

O deputado está internado desde o dia 6 de agosto para tratar uma infecção intestinal, após sentir dores abdominais. Os médicos, então, perceberam complicações no diagnóstico.

O deputado, que no dia da internação iria à Parada LGBTQIA+ do Rio de Janeiro, gravou vídeo alguns dias após a entrada no hospital, afirmando estar bem e agradecendo o carinho dos eleitores e dos seguidores que o acompanham.

Desde então, o deputado e postulante à reeleição teve pioras no quadro. Em 11 de agosto, Glenn afirmou que as coisas tinham "parado de piorar", e que os exames estavam mostrando um pouco de melhora. Apesar disso, o deputado está hospitalizado há seis semanas.

O caso, apesar de grave, é estável, e Glenn afirmou que David melhorou significativamente na última semana, o que deixou a família esperançosa por uma recuperação completa, apesar de não haver nada consolidado em relação à alta hospitalar. Os dois são casados há 14 anos.

O jornalista lamentou a decisão, afirmando que a recuperação de Miranda é prioridade.

Anteriormente filiado ao PSOL, David Miranda é hoje parte do PDT, apoiando a candidatura de Ciro Gomes, do mesmo partido. Disse à Folha de S.Paulo, porém, que votará em Lula (PT) caso ele dispute um eventual segundo turno contra o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).

Em fevereiro do ano passado, enviou à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal uma representação contra a TV Record por reportagem que abordou a chamada "ideologia de gênero" nas escolas, alegando que a emissora praticou e incitou a homofobia.

Também passou a receber ataques racistas e homofóbicos por parte de alas do PT quando decidiu sair do PSOL e apoiar Ciro, e não Lula, na eleição.