BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou nesta quinta-feira (22) a remoção de publicações de páginas de bolsonaristas sobre o "kit gay".

As notícias falsas sobre esse tema marcaram a eleição presidencial de 2018 e tiveram origem em um material de combate à homofobia que veio a público em 2010, quando ainda estava sob análise no MEC (Ministério da Educação).

Um dos vídeos que o tribunal mandou derrubar havia sido publicado em 16 de agosto no perfil do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e de Floriano Agora (PL), candidato a deputado distrital.

A publicação usava a expressão "Método PT" para se referir ao material educativo, segundo a ação apresentada pela coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O vídeo não está mais disponível nessas páginas.

O TSE também mandou remover vídeo de um perfil anônimo no TikTok que reproduz entrevista de Jair Bolsonaro (PL) em que o então deputado federal criticava o "kit gay".

Em decisão individual, o Raul Araújo havia negado a retirada dos vídeos.

No plenário, 4 dos 7 ministros votaram para apagar as publicações dos três perfis nas redes sociais.

"A entrevista dada [por Bolsonaro] é claramente homofóbica, claramente preconceituosa. E parte de uma premissa absolutamente errônea, de que havia sido adotado o livro", disse Alexandre de Moraes, presidente do TSE ao abrir divergência e votar para apagar as imagens.