SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (22) que sua expectativa é de haver um valor de investimento disponível para sua gestão em 2023 menor do que o estimado atualmente pela gestão Rodrigo Garcia (PSDB).

Segundo Tarcísio, será preciso cobrir gastos com o fim do chamado confisco dos aposentados e com o congelamento das tarifas dos pedágios. As despesas, não previstas na Lei Orçamentária enviada por Rodrigo à Assembleia Legislativa (Alesp), surgiram a partir de medidas tomadas pelo governador neste ano.

Os benefícios foram dados ou prometidos dentro de um contexto eleitoral. Rodrigo mirava a reeleição, mas ficou em terceiro, numa derrota histórica para o PSDB, e apoiou Tarcísio no segundo turno.

Os tucanos previram cerca de R$ 30 bilhões de investimentos na Lei Orçamentária, um patamar mais alto do que o praticado nas gestões anteriores. Mas, como mostrou a Folha de S.Paulo, Tarcísio terá que lidar com cortes e promessas de Rodrigo, o que diminuiria esse valor.

Tarcísio afirmou que tarefa fundamental de sua equipe de transição, anunciada nesta terça, é fazer a adequação da peça orçamentária até a primeira semana de dezembro. "A gente precisa fazer essa adequação para mandar uma mensagem modificativa do orçamento que está na Alesp", disse.

"Tem impacto de algumas decisões tomadas recentemente, que vão impactar aquele recurso livre para investimento. Tem a questão do pedágio, que ainda não estava na proposta orçamentária, e aquela reversão do desconto dos aposentados. Então, essas adaptações precisam ser feitas. E a gente vai fazer adequação daquilo que nós propusemos no plano de governo, que trazem mais despesas numa área ou outra", disse.

Questionado se a verba para investimentos pode ser menor, Tarcísio disse que sim.

"Deve ser menor, até porque, por exemplo, você teve a reversão do desconto dos aposentados, R$ 2,5 bi de impacto. Então isso vai sair de onde? Sai daquele recurso livre para investimento. Então essas adequações e esses ajustes vamos ter que fazer", disse ele.