Cal Coimbra Cal Coimbra 23/2/2012

Surdez e inclusão social

Foto de orelhaA surdez pode ser considerada uma das mais delicadas entre as deficiências humanas em relação ao convívio social da pessoa. É possível considerar com segurança este fator por causa da interferência direta no desenvolvimento da linguagem. A comunicação interpessoal e a aprendizagem também ficam comprometidas, podendo prejudicar em maior ou menor grau as funções cognitivas no desenvolvimento escolar. Tudo isso vai depender de cada pessoa individualmente. O estado das emoções interfere na qualidade de vida, mas do ponto de vista da inclusão, ela favorece as relações e minimiza o sofrimento psíquico e o estresse causados pela condição da deficiência.

O uso do aparelho de amplificação sonora individual (AASI) é outro fato que beneficia o aprendizado cognitivo para a melhoria da qualidade de vida. É imprescindível o uso constante dele para a sua adaptação. Mesmo que a criança ou o adulto, ou mesmo os idosos, resistam ao seu uso, vale a pena a tentativa, que, com o tempo, eles podem perceber o significado de poder ouvir melhor, conversar melhor, relacionar melhor com o mundo sonoro.

Hoje podemos contar com a inclusão escolar em crianças não tão somente com problemas de audição, embora encontremos resistências para a evolução neste aspecto. Precisam-se qualificar todos os profissionais de escolas, além dos professores. Eles não são os únicos que fazem parte do contexto escolar. 

Em idosos, as funções cognitivas também podem ficar prejudicadas na surdez em função do desgaste do aparelho auditivo com o passar do tempo. O isolamento social é inconcebível e pode também comprometer a comunicação deles. A estigmatização é comum na nossa cultura pelo exacerbado valor ao modelo de beleza, idade e poder aquisitivo. A saúde mental e a qualidade de vida ficam seriamente comprometidas e a capacidade de se comunicar é uma das privações vitais que mais frustra a pessoa, principalmente aos idosos com surdez. A falta de paciência das pessoas que convivem com a pessoa com surdez passa a ser conduta rotineira na vida deles, ao ponto de excluí-los de conversas. As diversas situações começam a complicar as relações de maneira lamentável.

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Cal Coimbra
é psicóloga e doutora em Fonoaudiologia.

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Cal Coimbra Cal Coimbra 23/2/2012

Surdez e inclusão social

Foto de orelhaA surdez pode ser considerada uma das mais delicadas entre as deficiências humanas em relação ao convívio social da pessoa. É possível considerar com segurança este fator por causa da interferência direta no desenvolvimento da linguagem. A comunicação interpessoal e a aprendizagem também ficam comprometidas, podendo prejudicar em maior ou menor grau as funções cognitivas no desenvolvimento escolar. Tudo isso vai depender de cada pessoa individualmente. O estado das emoções interfere na qualidade de vida, mas do ponto de vista da inclusão, ela favorece as relações e minimiza o sofrimento psíquico e o estresse causados pela condição da deficiência.

O uso do aparelho de amplificação sonora individual (AASI) é outro fato que beneficia o aprendizado cognitivo para a melhoria da qualidade de vida. É imprescindível o uso constante dele para a sua adaptação. Mesmo que a criança ou o adulto, ou mesmo os idosos, resistam ao seu uso, vale a pena a tentativa, que, com o tempo, eles podem perceber o significado de poder ouvir melhor, conversar melhor, relacionar melhor com o mundo sonoro.

Hoje podemos contar com a inclusão escolar em crianças não tão somente com problemas de audição, embora encontremos resistências para a evolução neste aspecto. Precisam-se qualificar todos os profissionais de escolas, além dos professores. Eles não são os únicos que fazem parte do contexto escolar. 

Em idosos, as funções cognitivas também podem ficar prejudicadas na surdez em função do desgaste do aparelho auditivo com o passar do tempo. O isolamento social é inconcebível e pode também comprometer a comunicação deles. A estigmatização é comum na nossa cultura pelo exacerbado valor ao modelo de beleza, idade e poder aquisitivo. A saúde mental e a qualidade de vida ficam seriamente comprometidas e a capacidade de se comunicar é uma das privações vitais que mais frustra a pessoa, principalmente aos idosos com surdez. A falta de paciência das pessoas que convivem com a pessoa com surdez passa a ser conduta rotineira na vida deles, ao ponto de excluí-los de conversas. As diversas situações começam a complicar as relações de maneira lamentável.

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é psicóloga e doutora em Fonoaudiologia.

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Surdez e inclusão social

Foto de orelhaA surdez pode ser considerada uma das mais delicadas entre as deficiências humanas em relação ao convívio social da pessoa. É possível considerar com segurança este fator por causa da interferência direta no desenvolvimento da linguagem. A comunicação interpessoal e a aprendizagem também ficam comprometidas, podendo prejudicar em maior ou menor grau as funções cognitivas no desenvolvimento escolar. Tudo isso vai depender de cada pessoa individualmente. O estado das emoções interfere na qualidade de vida, mas do ponto de vista da inclusão, ela favorece as relações e minimiza o sofrimento psíquico e o estresse causados pela condição da deficiência.

O uso do aparelho de amplificação sonora individual (AASI) é outro fato que beneficia o aprendizado cognitivo para a melhoria da qualidade de vida. É imprescindível o uso constante dele para a sua adaptação. Mesmo que a criança ou o adulto, ou mesmo os idosos, resistam ao seu uso, vale a pena a tentativa, que, com o tempo, eles podem perceber o significado de poder ouvir melhor, conversar melhor, relacionar melhor com o mundo sonoro.

Hoje podemos contar com a inclusão escolar em crianças não tão somente com problemas de audição, embora encontremos resistências para a evolução neste aspecto. Precisam-se qualificar todos os profissionais de escolas, além dos professores. Eles não são os únicos que fazem parte do contexto escolar. 

Em idosos, as funções cognitivas também podem ficar prejudicadas na surdez em função do desgaste do aparelho auditivo com o passar do tempo. O isolamento social é inconcebível e pode também comprometer a comunicação deles. A estigmatização é comum na nossa cultura pelo exacerbado valor ao modelo de beleza, idade e poder aquisitivo. A saúde mental e a qualidade de vida ficam seriamente comprometidas e a capacidade de se comunicar é uma das privações vitais que mais frustra a pessoa, principalmente aos idosos com surdez. A falta de paciência das pessoas que convivem com a pessoa com surdez passa a ser conduta rotineira na vida deles, ao ponto de excluí-los de conversas. As diversas situações começam a complicar as relações de maneira lamentável.

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