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    Metade dos adultos tem sintomas de refluxo, pelo menos, uma vez ao mêsAzia e regurgitação ácida são os sintomas típicos da doença que ataca o esfíncter do esôfago. Rouquidão, vômito e até sinusite crônica podem vir associados

    Clecius Campos
    Subeditor
    25/8/2011
    Foto de pessoas com azia

    Embora pareça mais comum em crianças, o refluxo é também considerado recorrente em adultos. Segundo informa a gastroenterologista Aline Lima Oliveira, metade da população adulta tem sintomas de refluxo, pelo menos, uma vez ao mês. Ela afirma ainda que estudos sobre a doença dão conta de que cerca de 20% dos adultos têm sintomas semanais de refluxo.

    "Os sintomas típicos são a pirose, conhecida como azia, e a regurgitação ácida, quando uma secreção sobe até a garganta, como se fosse um vômito que não chega. Sintomas atípicos, mas que também podem estar presentes, são tosse seca, rouquidão, vômito, dor retro-external [torácica] e até sinusite crônica, com menor proporção."

    De acordo com Aline, a doença ocorre por um relaxamento inadequado do esfíncter do esôfago. O músculo é responsável por manter o suco gástrico no estômago e, quando não funciona bem, pode permitir que tal secreção retorne ao esôfago, provocando o refluxo. "Alterações anatômicas, problemas de peso e maus hábitos alimentares podem provocar a doença. Pessoas com hérnia de hiato, que é um enfraquecimento do músculo do diafragma, também podem ter o problema."

    Tratamentos

    Aline Lima Oliveira informa que os sintomas aparecem, normalmente, após as alimentações e é comum entre pessoas com sobrepeso. Quem tem o hábito de se alimentar e de deitar em seguida também pode sofrer com os sintomas. "Alimentos que, comprovadamente, causam o refluxo devem ser evitados, como frituras, café, refrigerante, alimentos ácidos e carboidrato em excesso." Por essa razão, é importante que, quando identificada a doença, seja aplicado um tratamento dietético e comportamental. "Há ainda um tratamento farmacológico, com inibidores de secreção ácida."

    A supervisora de medicamentos Fernanda Salvadori, de 23 anos, descobriu que sofre de refluxo há um ano. "Toda vez que tomava leite, começava em mim uma queimação grande e parecia que tudo ia voltar. Procurei um médico e ele suspeitou que fosse refluxo. Confirmamos depois que apresentei uma lista de alimentos do meu dia a dia e entre eles estavam alguns que causavam a doença." Para evitar os sintomas, Fernanda modera no consumo de leite e de refrigerante. Quando a queimação aumenta, ela faz uma dieta rigorosa por duas semanas.

    O fotógrafo Daniel Loures faz uso de medicamento contra o refluxo, pois tem dificuldade em evitar o refrigerante e o cigarro. "Descobri o refluxo quando fiquei com uma dor de garganta e nenhum exame identificava a causa. Uma gastro suspeitou que o suco gástrico estivesse voltando do esôfago e irritando a minha garganta. Não sinto dor ou queimação, mas costumo ficar rouco e até sem voz. Faço o controle da doença com medicamento."

    Phmetria

    O diagnóstico do refluxo pode ser feito por avaliação clínica e também por endoscopia. "Em alguns casos, a endoscopia é incapaz de identificar o refluxo. Por isso, em caso de suspeita, é indicada a realização da Phmetria, que é uma medição do PH dentro do esôfago. Caso seja registradas quedas de Ph abaixo de quatro, teremos um caso de refluxo.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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