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    Quando e quais vacinas eu devo tomar? As vacinas protegem, evitando que as pessoas tomem medicamentos constantemente e são responsáveis pelo aumento da sobrevida do homem

    Priscila Magalhães
    Repórter
    18/01/2008

    As vacinas são as grandes responsáveis pela prevenção de algumas doenças e pela erradicação de outras, no Brasil, como o sarampo, a varíola e a poliomielite. Elas protegem as pessoas contra uma doença específica e não existe uma totalmente inócua e nem totalmente segura. É o que diz o pediatra, infectologista e membro da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Mario Novaes.

    "A eficácia de uma vacina está entre 85% e 99% e depende de sua conservação, da qualidade do produto e do indivíduo, que pode ter o organismo imuno-incompetente, ou seja, responder mal à vacina", diz o médico.

    As dúvidas são muitas e vão desde em que idade tomar até quantas doses, de quanto em quanto tempo e se causa alguma reação. Por isso, ele aconselha a prestar atenção na idade da pessoa, no número de doses, na procedência da vacina, no prazo de validade e na conservação do produto.

    Com relação às doses, Mario diz que existe um número adequado para cada idade. Quanto mais nova a pessoa, mais doses precisa tomar. "Um bebê, por exemplo, precisa tomar um número maior de doses, porque seu organismo responde mal, quer dizer, quando ele tomar a vacina, seu organismo não vai produzir a quantidade de anticorpos suficientes para protegê-lo", explica.

    Como elas funcionam

    Foto de vacinas As vacinas incentivam a produção de anticorpos a partir de agentes vivos ou inativados. Dessa forma, quando a pessoa entrar em contato com o vírus ou bactéria, não vai contrair a doença.

    Quando a vacina é de agente vivo, o elemento é inoculado vivo e atenuado. "Isso quer dizer que ele produz a proteção sem produzir a doença", ressalta Mario. Depois de inoculado, o elemento vai se replicar, como se fosse a infecção, e desencadear a produção de anticorpos. "Assim, quando a pessoa se expor ao agente pertinente, a defesa, que já foi produzida, vai neutralizá-lo", completa.

    No outro caso, os agentes inativados, ou "mortos", são inoculados no organismo, que os entende como sendo a doença de fato. A partir daí, os anticorpos são produzidos para defesa, em caso de contágio.

    O que elas produzem

    Os dois tipos de vacina produzem os sintomas e os sinais da doença no organismo de quem foi imunizado. Porém, para cada caso, isso acontece de forma diferente. O infectologista explica que no caso de inoculação de agentes ativos, estes sintomas e sinais podem aparecer entre o 5º e o 20º dia após a aplicação. "Para vírus ou bactérias vivos, os sintomas e sinais semelhantes à doença original podem aparecer durante este período, porque é o tempo necessário para entrar no organismo e começar a se multiplicar".

    Foto de seringa Para o caso de inoculação de vírus e bactérias inativados, os sintomas e sinais surgem mais rápido, de 24 a 48 horas, em média. "Isso acontece, porque a carga de antígenos, neste caso, é maior, o que produz efeitos mais rápidos", esclarece Mario.

    Dessa forma, os eventos adversos que podem surgir em conseqüência da vacina, vão aparecer nestes períodos de tempo. "A reação é muito rara, mas pode acontecer". Elas podem ser dores e vermelhidão no local da aplicação, febre, mal estar, com enjôo e dores de cabeça, e dores no corpo. O médico diz que não existe nehhum cuidado especial após se vacinar. "Vida normal", garante.

    Mas antes de se vacinar, alguns cuidados devem ser tomados. É importante perceber se o paciente apresenta febre no momento da aplicação. "Como a imunização pode provocar febre, vamos ficar sem saber qual é o motivo dela", diz. É bom que grávidas, pacientes HIV positivo, que fazem uso de corticóides e aqueles em tratamento de quimioterapia ou radioterapia não usem vacinas, a não ser em casos de recomendação médica. "O médico deve perguntar o que a pessoa tem ou quais medicamentos ela está tomando".

    Fique atento às datas

    A Sociedade Brasileira de Imunização tem disponível um calendário completo de vacinação para todas as idades. "É comum as pessoas se preocuparem em vacinar apenas crianças. Mas adultos e adolesentes também precisam de imunização", alerta o médico.

    Clique nos textos abaixo para baixar o calendário das vacinas.
    É preciso ter instalado o Adobre Acrobat

    Informações retiradas do site da Sociedade Brasileira de Imunizações - http://www.sbim.org.br

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