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    Terça-feira, 29 de julho de 2014, atualizada às 12h

    Entenda um pouco mais do funcionamento de uma rede wi-fi

    Lucas Soares
    Repórter 

    Internet lenta nem sempre é culpa do provedor de serviços. Com o avanço das tecnologias sem fio, o wireless, cresceu também o número de aparelhos roteadores de internet em residências e empresas. E, como configurar e entender o funcionamento de uma rede wi-fi pode ser uma tarefa que necessite de um certo conhecimento em informática, nem sempre os resultados apresentados em um primeiro momento são satisfatórios.

    Qual modelo escolher?

    De acordo com o gerente de suporte técnico da ACESSA.com, Rodrigo Vale, a escolha do modelo deve ser o primeiro ponto a ser decidido ao montar uma rede sem fio de internet. "No mercado tem vários tipos de equipamento, com antenas de potencia variada, com taxas de transferências variadas, então é de acordo com a demanda do cliente, o acesso à internet que ele tem. O ideal, para quem for utilizar uma rede sem fio, é que contrate um técnico pra configurar o wi-fi."

    De acordo com o especialista, o profissional terá em mente a utilização que vai dar ao serviço, quantos computadores estarão conectados e qual é a será a área atingida. "Muitas vezes a pessoa instala o roteador em um ponto da casa, mas não prevê todos os cômodos que ela vai utilizar, e por isso tem que ser feita uma avaliação antes de comprar o equipamento", explica.

    De acordo com Vale, é importante ressaltar a importância que o provedor de internet tem neste tipo de conexão. "O provedor de internet não dá o suporte específico para o wi-fi do cliente. É uma configuração à parte. A responsabilidade do provedor é entregar o link de internet até o ponto que o cliente solicitou, seja num computador ou no próprio roteador. A não ser que haja um plano específico que inclua a configuração do wi-fi, o provedor tem responsabilidade, mas, em geral, isso não é comum", comenta.

    Instalação

    Para instalar um roteador wi-fi, o técnico recomenda o mínimo de aptidão no assunto. "É possível instalar só seguindo o manual, desde que a pessoa tenha o conhecimento básico de informática. Mas, em caso onde o usuário perceba perda de desempenho, o ideal é chamar uma pessoa qualificada para fazer essa configuração. Vai depender muito do cenário. Se for um local pequeno, que não tenha paredes, por exemplo, a instalação é simples: basta configurar uma segurança pra rede sem fio. Muitas vezes o usuário nota lentidão na rede e é porque outras pessoas estão utilizando. Mas pra uma casa maior, é melhor chamar alguém pra realizar um estudo mais técnico", diz.

    No entanto, segundo Rodrigo, caso o uso do roteador seja mais específico, a presença de um técnico pode ajudar em eventuais interferências. "A diferença de potência do wi-fi, em relação ao equipamento, é que algumas antenas são mais potentes, voltadas para o uso corporativo, com mais recursos e uma capacidade de transmissão maior. O estudo do local é importante, independente da potência do equipamento, para saber o tipo de utilização que vai ser feita, se será apenas para o compartilhamento de internet, se vai ser uma rede interna onde terá outros tipos de acesso, se vai ter transferência de arquivos, entre outros", conta.

    Interferências

    Por ser uma rede de transmissão de dados sem fio, o wi-fi ainda apresenta certas limitações em companhia com outros aparelhos eletrônicos. "O wi-fi é onda de rádio, então, várias coisas interferem no sinal. Desde uma parede, como o gesso, por exemplo, que atrapalha muito a transmissão, ou equipamentos que operam na mesma frequência. Esses são os casos de vários telefones sem fio que operam em 2.4 GHz, que é a mesma que a maioria dos roteadores utilizam. Se o usuário posicionar um roteador ao lado da base do telefone, atrapalha muito o funcionamento. Em locais muito fechados o sinal acaba refletindo, gerando perda. Se for muito longe, também atrapalha a qualidade do sinal recebida. As outras redes sem fio próximas também interferem na sua rede. Existem maneiras de configurar para que esses serviços não interfiram, mas requer um pouco mais de conhecimento", garante Vale.

    Outra peculiaridade que o usuário de redes sem fio nota é a diferença na potência do sinal recebido por aparelhos próximos. "Um celular tem a capacidade de recebimento de dados menor que um notebook, às vezes a placa de rede sem fio de um desktop, que tenha uma antena integrada, tem a capacidade maior. Isso explica porque alguns equipamentos podem funcionar melhor e outros não. É só fazer uma avaliação da distância e ver qual determinado equipamento funciona bem. O próprio usuário pode fazer um teste, e vai notar que existe uma variação muito grande entre dispositivos, como de um celular pro notebook. O tipo de antena receptora influencia bastante", ressalta o técnico.

    Por fim, o técnico diz que, para determinar se o problema é no provedor de internet ou no aparelho roteador, uma simples medida pode ajudar. "Sempre que a pessoa notar perda de velocidade de internet, faça um teste simples, que é ligar o acesso direto, sem o  wi-fi. Pegue o cabo que chega no aparelho roteador e ligue direto no computador. Assim pode verificar se o problema é na rede sem fio e chamar o técnico adequado para ver o que está interferindo", concluí.

    Legislação

    Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o serviço fixo de acesso à internet é regulamentado pela Resolução Anatel nº 614, de 28 de maio de 2013. Sendo assim, conforme o art. 62 da resolução, "os Planos de Serviço somente podem ser contratados pelos interessados se houver garantias de atendimento no endereço do Assinante e nas condições ofertadas", isentando a empresa prestadora de serviços de prover acesso sem fio ao cliente.

    Ainda no âmbito do wi-fi, a Lei Geral de Telecomunicações - LGT, nº 9.472 de 1997, afirma que, caso o assinante opte por inserir o serviço em seu plano, deverá seguir alguns itens. "Independerá de concessão, permissão ou autorização a atividade de telecomunicações restrita aos limites de uma mesma edificação ou propriedade móvel ou imóvel, conforme dispuser a Agência", diz o texto.

    Em resumo, o compartilhamento do wi-fi nos limites de uma mesma edificação é permitido. Entretanto, a revenda deste serviço é crime, que pode ser punido com detenção de dois a quatro anos, aumentada da metade se houver dano a terceiro, e multa de R$ 10 mil.

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