Com a chegada do verão e das altas temperaturas, cães e gatos passam a enfrentar riscos semelhantes, e, em alguns casos, maiores, aos dos humanos. O calor intenso favorece a proliferação de parasitas, aumenta as chances de desidratação e pode provocar quadros graves de superaquecimento, exigindo atenção redobrada dos tutores.
De acordo com a professora de Medicina Veterinária da Estácio Tatiane Viana, o verão cria condições ideais para a multiplicação de pulgas e carrapatos. Por isso, o controle desses parasitas deve ser contínuo, com o uso de antiparasitários adequados e indicados por profissionais. A higienização frequente de locais onde os animais descansam, como camas, tapetes e áreas externas, também ajuda a reduzir focos de infestação.
A hidratação é outro ponto central nos cuidados com os pets nesta época do ano. A recomendação é garantir acesso constante à água limpa e fresca, com troca frequente ao longo do dia. Em casos específicos, como animais idosos ou com dificuldade de ingestão hídrica, alimentos úmidos podem auxiliar, desde que indicados por um veterinário.
Entre os riscos mais graves associados ao calor está a hipertermia, condição causada pelo aumento excessivo da temperatura corporal. A orientação é evitar passeios nos horários mais quentes do dia, geralmente entre 10h e 16h. Superfícies como asfalto e pisos expostos ao sol podem atingir temperaturas elevadas e causar queimaduras nas patas dos animais.
Passeios em locais sombreados, com pausas regulares e oferta de água, ajudam a reduzir os riscos. Outro alerta importante é nunca deixar animais dentro de veículos fechados, mesmo por poucos minutos, já que a temperatura interna pode subir rapidamente e levar à morte.
Raças braquicefálicas, como Pug, Bulldog e Shih Tzu, exigem cuidados ainda maiores durante o verão. Por conta da anatomia do focinho, esses animais têm mais dificuldade para dissipar calor e estão mais suscetíveis ao superaquecimento.
Além disso, atividades físicas devem ser feitas com menor intensidade em dias muito quentes. Escovações frequentes auxiliam na remoção de pelos mortos, melhorando a ventilação da pele. Banhos podem ser mais frequentes no verão, desde que realizados com produtos específicos para pets, evitando irritações ou reações alérgicas. A alimentação também deve ser controlada, evitando excessos ou comidas muito pesadas.
Sinais como ofegação intensa, salivação excessiva, fraqueza, vômitos e desorientação indicam possíveis quadros de insolação ou superaquecimento. Nesses casos, o atendimento veterinário imediato é fundamental para evitar complicações mais graves.