Mercedes-Benz inaugura fábrica em abril

Repórter Luciana Mendonça
17/03/99

Está prevista para o dia 23 de abril a inauguração da fábrica de automóveis da Mercedes-Benz em Juiz de Fora, a primeira da marca Daimler-Chrysler fora da Alemanha e a mais moderna da América do Sul. Sua construção iniciou-se em janeiro de 1997, sob direção de Götz Kirchner. O endereço é Rodovia BR 040, Km 773, Distrito Industrial 2. O Classe A começou a ser produzido em série no dia 17 de fevereiro deste ano. Ainda não há preço definido para o veículo.

A montadora investiu US$ 820 milhões na construção da fábrica na cidade. De acordo com a assessoria de comunicação da Mercedes, o ICMS gerado pela empresa através da importação de automóveis por Juiz de Fora atingiu nos últimos anos cerca de R$100 milhões.

A Mercedes emprega, hoje, 1.500 funcionários, sendo 900 selecionados em Juiz de Fora e região. Cerca de 200 empregados foram especialmente treinados pela empresa na Alemanha. No Parque de Fornecedores, o número de trabalhadores chega a 620. O número de empregos indiretos deve atingir aproximadamente 5 mil novos postos de trabalho.

A fábrica conta com os mais avançados processos de produção existentes na Alemanha, Estados Unidos e Japão. Atualmente são produzidos uma média de 22 carros por dia. A partir da inauguração, a produção diária deve subir para 33 veículos. Durante 1999, serão fabricados 40 mil veículos e, para o ano 2000, a meta é ampliar este número para 70 mil unidades. No total, serão exportados cerca de 15% da produção deste ano, equivalentes a 6 mil automóveis. A Argentina é o principal mercado externo.

De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Vítor Garcia, a Mercedes trouxe cultura empresarial sedimentada e despertou atenções quanto às vantagens de se investir em Juiz de Fora. A cidade recebeu um diploma de qualidade ao ter sido escolhida pela empresa.

A área total do terreno é de 2,8 milhões de metros quadrados, incluindo o Parque de Fornecedores. São quatro os prédios industriais: montagem bruta, pintura, montagem final e de suporte à produção. O processo de pintura hidrossolúvel (ou à base d’água), utilizado pela fábrica, é pioneiro na América do Sul. Esta técnica permite a redução do impacto ambiental dessa atividade.

Fornecedores

No Parque de Fornecedores estão instaladas 10 empresas, das 110 existentes no país para atender à Mercedes. Dentre as fornecedoras da cidade, estão a Thyssen Budd Automotive, a Lear Corporation, a Magneti Marelli e a Continental do Brasil.

Os investimentos da Thyssen Budd Automotive em Juiz de Fora alcançaram US$ 10 milhões em equipamentos e instalações. A Thyssen está responsável pela produção do suporte integral do motor do Classe A, do apoio do radiador e do “crash-box”, estrutura interna do pára-choque.

A Lear Corporation vai fornecer os bancos dianteiros e traseiros do Classe A, com três tipos de variações, de acordo com o modelo do carro. O sistema de escapamento do Classe A será fornecido pela Magneti Marelli. Na etapa inicial de produção, o catalisador e o silencioso vêm da fábrica de Contagem já montados, enquanto a unidade local executa as soldas necessárias.

Para levar as rodas montadas com pneus até a linha de produção do Classe A, a Continental do Brasil vai utilizar uma esteira automatizada. Os chicotes elétricos para o compacto Mercedes serão produzidos e sub-montados na fábrica da Delphi em Itabirito, para serem então remetidos à unidade de Juiz de Fora.

O Classe A

O modelo que está sendo produzido na unidade é o A160, nas versões Classic e Elegance. Com o Classe A, a Mercedes-Benz espera inaugurar um novo conceito de automóvel na história de indústria automobilística brasileira, influenciando a criação dos futuros modelos compactos. O primeiro carro produzido em Juiz de Fora saiu de linha equipado com sistema de câmbio manual de cinco marchas. O modelo será oferecido, porém, com outras duas opções de câmbio: manual e semi-automático, este último dispensa pedal de embreagem.

O carro estará à venda, inicialmente, na rede de 53 concessionárias da marca em todo o país. A Mercedes pretende aumentar o índice de nacionalização do Classe A de 60% para 70%, visando compensar as perdas ocorridas com o encarecimento das peças importadas.

A Mercedes tem, em seu site no Brasil, uma página específica para o esclarecimento de dúvidas sobre o Classe A. O endereço é www.mercedes-benz.com.br/contate/faq%5Fclassea.php

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