O Cristo sob a luz da astrologia. O tema, fascinante sob todos os aspectos e quase sacrílego por envolver assunto não aceito pelas Igrejas Cristãs, no entanto tem sido objeto das mais diferentes versões, todas buscando conhecer a figura histórica e a “imagem humana” do filho de Deus, sob a ótica de um estudo que não provado cientificamente, desperta interesse em grande parte das pessoas: o mapa astral de nascimento da figura histórica e humana de Yeshua ben Youssef, ou Jesus, filho de José, o palestino nascido em Belém, segundo as escrituras, que deixou marca indelével nas pregações religiosas que mudaram a face do Ocidente ao longo de mais de dois mil anos de história.


Descartada a hipótese mais comum, do nascimento de Jesus em 25 de dezembro, uma data inteiramente improvável pela própria descrição dos Evangelhos e dos poucos dados sobre a Natividade e pela noção histórica de que a Igreja primitiva adotou a data como forma de neutralizar as comemorações pagãs das Saturnalias, festival romano dedicado a Saturno que se caracterizava pelo desregramento e abusos que incomodavam de forma profunda os primeiros dirigentes cristãos. Na verdade, Cristo não poderia ter nascido e sido exposto em manjedoura no duro inverno da Palestina nos anos descritos pelos evangelistas e os dados do Novo Testamento trazem indícios que marcam outra data, como, por exemplo, a formação de uma conjunção estelar que nos remete à “Estrela de Belém, e,além disso, ao período de dominação romana sobre a Palestina da época e seus governantes.


Assim, existem três correntes diferentes a apontar a possível data do nascimento de Cristo e suas características astrológicas, todas baseadas em elementos fortes dados pelos primeiros escritos dos cristãos.


A mais crível, na análise astronômica e astrológica dessa data, nos aponta como signo Natal de Jesus, Peixes que vai do período de 20 de fevereiro a 20 de março.

FOTO: Reprodução de mídias sociais - Jesus Cristo

 

Jesus, filho do signo de Virgem


Os primeiros estudos nesse campo se desenvolveram na Áustria e foram objeto de extensa matéria publicada pelo pesquisador Edwin Surbeck, na revista “Esotera”, da Alemanha. Tais estudos, apesar de tornados públicos em Berlim, se basearam nas pesquisas astronômicas e astrológicas realizadas pelo professor Heinz Sandauer que acabou por escrever um livro denominado “A História dirigida pelas estrelas” onde traça um horóscopo do nascimento de Cristo e que provocou os mais acirrados debates na Sociedade Astrológica de Viena, da qual o professor austríaco era vice-presidente.


Por estes estudos, o nascimento de Cristo e seu mapa astral foi determinado pela análise de trânsitos planetários que justificassem a configuração céu como descrito na Bíblia. Em síntese, o artigo de Surbeck e o livro de Sandauer, nos dizem o seguinte:


“A aglomeração extraordinária de planetas na Casa VI - a casa dos deveres e responsabilidades, do trabalho árduo - é para os astrólogos uma configuração típica, mostrando que o dono do mapa astral, literal e figurativamente, ‘carregou a sua cruz’. Essa característica marcante de Jesus Cristo é, de acordo com o autor deste artigo, a chave para encontrar a data exata de Seu nascimento.


Acontecimentos históricos e uma constelação astronômica fora do comum, dão mais possibilidades de poder conhecer o dia, hora e o ano em que Jesus nasceu. É fato que os textos da Bíblia não nos fornecem dados exatos do nascimento de Cristo, o que fez muitos pesquisadores, intrigados, começarem a pesquisar por si próprios. Porém, nenhum deles conseguiu até agora determinar com exatidão a data do nascimento de Jesus de Nazaré, sem deixar dúvidas.


Em quase todas as pesquisas, descobrimos que a aproximação, relativamente rara, dos planetas Júpiter e Saturno, o primeiro ocupando o signo de Aquário e o segundo o de Peixes, teve um papel decisivo. Muitos especialistas acham que essa grande conjunção ocorrida no ano 7 a. C. é o que conhecemos como a Estrela de Belém.


Outras especulações que ligam Júpiter, Vênus e a estrela fixa Regulus com o nascimento de Jesus Cristo foram rejeitadas de modo bastante incisivo pelo dr. Konradin Ferrari D ‘Occhieppo, de Innsbruck, na Áustria.


Como sabemos hoje, os astrônomos babilônicos anotaram o percurso dos planetas até o primeiro século da era cristã. Também sabemos que Júpiter como planeta é a divindade masculina mais elevada, que Saturno representava o povo hebraico e que a metade do signo de Peixes representava astrológica e geograficamente a Palestina.


Era óbvio que os sábios que vieram do oriente tinham conhecimento de que o ajuntamento desses dois planetas indicava o nascimento de um rei muito importante. Quando eles partiram já sabiam que seu destino era Jerusalém: Herodes então mandou-os a Belém, baseado numa profecia feita por seus videntes-astrólogos.


O mapa astral de Cristo elaborado pelo professor Sandauer fundamentando-se nessas pesquisas revela um horóscopo exato de Cristo e faz algumas observações interessantes. Diz ele que Cristo nasceu no dia 17 de setembro do ano 7 a. C. e, apontando o fato do Sol encontrar-se no 22º grau do signo de Virgem, mostra que Jesus não nasceu de uma virgem, mas, astrologicamente, no signo zodiacal de Virgem.
De acordo com o professor, Jesus nasceu às 18 horas pois, de acordo com o segundo evangelho arábico, que trata da infância de Cristo, diz que José, antes do por do sol, procurou uma parteira e que de noite, a mulher veio ajudar Maria, apenas para constatar que a criança já estava nos braços da mãe, mamando...”
Por esses estudos, o Cristo virgiano, retrata bem o nativo do signo que nos diz da sensibilidade, da sobriedade, do escrúpulo, da observação, da classificação e do celibato, dons que se encontram de forma notável na vida e na pregação do Nazareno. Na astrologia mundana, é o signo da colheita, quando os grãos já foram ceifados e a natureza se prepara para o recomeço. Tem ele capacidade de observação e análise. É pouco expansivo, mas quando se abre, mostra-se afetuoso, com gestos delicados e pouco comuns. O virgiano típico se realiza servindo.

Cristo nativo de Leão, o signo do Sol

FOTO: 123RF - Jesus Cristo

O outro estudo, ainda mais curioso que o realizado na Áustria, surgiu com a publicação de um verdadeiro best-seller em matéria de reconstituição histórica da vida de Jesus. O escritor espanhol J. J. Benitez, autor de “Operação Cavalo de Tróia” e de diversas outras obras sobre esoterismo publicadas no Brasil pela Editora Nova Era, usando como base uma hipotética viagem de regresso no tempo, reproduz pesquisas históricas impressionantes para chegar à conclusão de que Jesus, tendo nascido em 7 a. C., na verdade, era leonino e que seu mapa astral mostra isso de forma notável.


No volume 4, de sua obra (Operação Cavalo de Tróia, vol. 4, 1990, Ed. Mercuryo, págs. 260 e seguintes) Benitez traz esse mapa com a descrição completa das características de Cristo como nativo do signo de Leão. Diz ele:


“Horóscopo natal de Jesus de Nazaré - Belém (Judéia) 21 de agosto do ano menos 7. Hora local (refere-se à do nascimento) 11 horas, 43 minutos e 9 segundos. Dados gerais: longitude 35ºE12º, latitude 31ºN43º, casas Placidus, Geocêntrico, Tropical. Hora universal (Greenwich) 9 horas, 22 minutos e 21 segundos. Hora sideral: 9 horas, 33 minutos e 7 segundos. Casas: Casa 1 - Ascendente - Escorpião (15º 25’). Casa II Sagitário (14º 49’) - Casa III - Capricórnio (17º 06’). Casa IV - Aquário (Céu baixo - (21º 06’). Casa V - Peixes (23º 32’). Casa VI - Áries (21º 40’). Casa VII - Touro - descendente (15º 25’). Casa VIII - Gêmeos (14º 49’). Casa IX - Câncer (17º 06’). Casa X - Leão - Meio do Céu (21º 06’). Casa XI - Virgem (23º 32’) e Casa XII - Libra (21º 40’) .


Esse informe, mais que uma carta astral para a pessoa de Jesus, deve ser considerada uma representação simbólica de Sua relação com o mundo. Através do signo de Escorpião - que guarda o mistério da ressurreição – e nos fala de Sua missão na Terra, deixando uma “mensagem escrita” em simbologia astrológica. Ainda assim, pode ser estudado também como um ser humano.


A análise da carta astral do Seu nascimento nos surpreende pela posição de todos os planetas - a exceção de Saturno e dos exteriores - em suas casas. Isso é excepcional. Indica que Jesus representa todas as forças cósmicas em equilíbrio: o homem perfeito, o Homem-Deus.


Saturno e Urano não aparecem em suas casas. Acham-se em Peixes: fato altamente significativo pois se trata do signo místico por excelência. O peixe, seu símbolo, será utilizado posteriormente pelos cristãos. Nessa carta, domina o elemento água. O homem de água vive no nível psíquico. Sente-se como um estrangeiro no mundo da realidade. Sempre acaba afastando-se do material.


A influência deste elemento proporciona um alto grau de sensibilidade. O nativo sente a necessidade de viver intensamente. Escorpião, signo ascendente, domina a sua carta. Além de representar o povo hebreu é o símbolo da morte voluntariamente assumida que permitirá renascer em um Amor Superior que transcende aos sentidos físicos. Plutão, regente de escorpião assume a regência desta carta. Está melhor situado e mais forte do que marte, o outro regente do signo. . Plutão representa a transformação e é comparado a uma força ou poder invisível. Sua influência facilita a revelação dos poderes do subconsciente. Põe a disposição do nativo meios para promover e despertar nas massas o tipo de sensibilidade que desejar. Influi sobre a consciência coletiva.


O signo do Sol é Leão que representa o princípio da vontade, a manifestação da vida, o “eu”. O homem de Leão, altamente evoluído, emana uma aura de positividade que, ao seu redor, os sofrimentos são esquecidos. É otimista e crê firmemente no bem. O Sol aparece também como planeta dominante em sua carta. É o símbolo vivo do infinito, do divino, do criador, da luz, do espírito organizador do Universo, do sublime e da liberdade, em contraste com o destino que personifica saturno. É a individualidade, o Eu importa, em contraposição à personalidade que simboliza a Lua. O Sol representa o gênio criador, proporciona sentimentos profundos e estáveis, critérios firmes, persuasão e grande vontade.
No plano físico é um indivíduo de enorme fortaleza física já que Plutão, seu regente, o dota de enorme poder para resistir à dor. O signo do Sol, Leão, clareia a cor negra do cabelo, proporcionada por Plutão, assim como a dos olhos. Seus olhos são da cor de mel. Rosto de fronte ampla e tez clara. Expressão profunda, que irradia grande segurança. Corpo bem proporcionado. Estatura elevada e ampla capacidade torácica. De atitude decidida e manifestações masculinas poderosas...”


Da análise de J. J. Benitez surge um Cristo bem típico de Leão, o signo do domínio e do poder, da bondade e da generosidade, aliados a um caráter que marca sua passagem pelo dom da profecia. O curioso na análise é o fato de ter o Cristo o Seu mapa na exata reprodução da posição dos planetas, cada um em seu signo natal, sem discrepâncias. Isso é fenômeno que não se registra na história da espécie humana, mas que é comprovado com a montagem do mapa astral por ele sugerido. Qualquer pessoa nascida no dia 21 de agosto do ano 7 que antecedeu a nossa Era, às 18 horas, em Belém da Judéia, teria realmente aquelas características.


O Cristo leonino diz mais do domínio que sua pregação alcançou que o seu correspondente virgiano de Heinz Sandauer. Os grandes líderes nascem muito mais no signo do Sol que no detalhista e modesto Virgem.


Os três estudos, pela curiosidade que despertam, mostram que a busca da figura histórica do Cristo-Homem, jamais se encerrará. E revelam, mais que isso, o retorno de estudos que buscam descobrir dados e fatos relacionados com aquele que é, seguramente o maior personagem na história da humanidade nos últimos milênios.

 

Seria Jesus Cristo um pisciano?


“Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: onde está o recém nascido rei dos Judeus?... Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes e, com ele, toda Jerusalém;... Herodes há de procurar o menino para o matar...E tomou de noite o menino e a mãe e partiu para o Egito e lá ficou até a morte de Herodes... E tendo ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá....” - Evangelho de Mateus 2.1 a 2.22

 

FOTO: Astral - Signo de peixes

123RF - Jesus Cristo

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