O planeta regente de 2026 será Marte, o senhor da guerra, dos conflitos e das iniciativas que exigem força e poder na concepção da astrologia desenvolvida pelos gregos e romanos. Nessa concepção, cada ano é regido por um planeta diferente, num ciclo que se renova a cada sete anos cabendo agora ao deus da guerra entre romanos e gregos a posição de Marte.
Na mitologia Greco-romana Marte é o Deus da Guerra e sua regência em 2026 aponta uma época de uso da força, senso de iniciativa e muita coragem e ousadia, o que explica as relações internacionais neste início do ano astral com os conflitos no Oriente Médio envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel e a disputa por território entre a Rússia e a Ucrânia.
Marte rege as questões relativas à luta, a competição e a liderança apontando também uma época em que coragem, combatividade, auto-afirmação, auto motivação e busca da própria identidade levam às conquistas com iniciativa, independência, espontaneidade, vitalidade física, força e a energia masculina em geral.
Planeta que controla nos seres humanos o desejo e as energias no comportamento e nos relacionamentos, Marte no seu papel de “deus da guerra” faz a ligação do que é novo com os princípios de desconstrução e construção, poder, força e a violência. “A combinação de todos esses elementos mostra uma época em que as mudanças se darão em torno da autoridade e das diferentes formas de poder exercidos a partir da força e da vontade” pela avaliação dos astrólogos.
“A influência de Marte, conhecido na Antiguidade com o “pequeno maléfico” pela sua ligação com o uso da força e do poder se dá neste período de regência de Saturno – que os antigos astrólogos apelidavam de “grande maléfico” – no Grande Ciclo Astral de 36 anos iniciado em 2017 e que se alongará até 2052. Saturno rege a disciplina, a organização, a ambição, as limitações e a ortodoxia e o conservadorismo em lenta e duradoura influência sobre pessoas e nações”.
Astrologicamente a combinação entre os dois planetas considerados “maléficos” na Antiguidade, faz prever uma época de forte mudança nos rumos dos países e do próprio mundo com a quebra dos padrões conhecidos de institucionalidade, procedimentos, comportamento e normas de vida”.
O que é novo ganhará expressão maior no cotidiano e substitui, de forma por vezes violenta, aquilo que já é conhecido e padrão nas sociedades. E isso se dará tanto para o bem quanto para o mal, sem que possa afirmar que as mudanças tenderão a apenas um dos lados da dualidade entre o que é positivo e o que é negativo.
De acordo com a Astrologia codificada pelos gregos, cada planeta representa diferentes campos de atividade e aspectos que influenciam nossas vidas – dos relacionamentos à personalidade e experiências.
“O papel de Marte na Astrologia está associado à energia, ação e determinação. O Planeta da Guerra, representado pelo Deus Ares na mitologia grega, tem em Marte seu equivalente na mitologia romana. Ambos regem a guerra e são conhecidos por sua natureza selvagem e agressiva”.
No entanto, é importante ressaltar que existem muitos outros significados associados a este planeta, e lembrar de outras características associadas aos grandes guerreiros, como a disciplina, estratégia e, claro, determinação, ousadia e coragem, o que faz de Marte um dos Deuses mais respeitados na Antiguidade.
De acordo com os astrólogos, sete planetas são considerados para o cálculo de regente para um período de um ano:
- Saturno
- Júpiter (planeta regente de 2025)
- Marte (planeta regente de 2026)
- Sol
- Vênus
- Mercúrio
- Lua
Estes são os chamados planetas originalmente conhecidos dos antigos astrólogos e considerados planestas básicos, que podiam ser vistos a olho nu. “O cálculo do planeta regente mais utilizado hoje em dia foi criado pelos Astrólogos Caldeus, povo que habitou a Mesopotâmia antiga do século X até o século VI a.e.c. (antes da era comum). Seu cálculo era baseado na chamada Estrela dos Magos, uma estrela de sete pontas, cada uma delas associada aos planetas de que falamos acima.
O Grande Ciclo Astral é determinado “Seguindo a ordem da Estrela dos Magos segundo a qual a cada ano um planeta assume como regente do ano, e isso se repete por 36 anos, o que os Caldeus chamavam de Ciclo Maior.
O ciclo atual de 36 anos é regido por Saturno que da este período a caracterização dos desafios, responsabilidade, grandes mudanças, disciplina, estrutura e realizações que nos levam a entender o nosso papel na vida no planeta. Em 2026, será a vez de Marte atuar como Regente.
Em termos astrológicos, o ano tem início com a posição regendo o signo de Áries em data próxima a 21 de março quando começa o Outono no Hemisfério Sul e a Primavera no Hemisfério Norte. Por isso, a influência do Planeta Regente não começa no dia primeiro de Janeiro como estabelece o calendário civil, um procedimento sem base astronômica e sim com o início do Ano Novo Astrológico, que acontece quando o Sol entra no signo de Áries.
No Brasil, isso acontecerá em 2026 no dia 20 de Março às 11h46 no horário de Brasília. A partir daí, entramos no ano de Marte, que irá até o dia 20 de Março de 2027.
Na avaliação da maioria dos astrólogos a influência de Marte que é o planeta da Guerra da curso a uma época tumultuada como se vê a situação política do mundo atual e “os conflitos atuais poderão, inclusive, atingir seu ponto mais alto a partir da entrada no ano de Marte o que aponta um período em que no “ciclo de Saturno, isso pode significar que o resultado dos desenvolvimentos na Terra podem continuar influenciando a humanidade por um bom tempo”.