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    Grande procura por imóveis mantém mercado aquecido em JFSegundo delegado do Creci, cidade ainda carece de lançamentos na região periférica, que pode ser o foco no futuro

    Victor Machado
    *Colaboração
    20/10/2011
    Obras

    Com o mercado aquecido em todo o país, a procura por imóveis em Juiz de Fora também segue o ritmo nacional. De acordo com o delegado do Conselho Regional dos Corretores de imóveis de Juiz de Fora (Creci/MG), Ronaldo Tomaz, o setor continua em expansão na cidade e com ótimo cenário para os lançamentos, principalmente para os quarto e sala, e dois quartos.

    Tomaz afirma que, recentemente, a cidade recebeu mais cerca de 200 unidades desse tipo de imóveis, que foram totalmente vendidos. "Juiz de Fora tem uma procura muito grande por esse perfil de imóvel por se tratar de um polo estudantil. Por isso, a carência é muito grande e, quando surgem os lançamentos, eles são um sucesso, antes mesmo de serem construídos."

    O corretor explica que os quarto e sala lançados na cidade acenam com um aluguel em cerca de R$ 1.000, enquanto os mais antigos, uma média de R$ 750. Já os de dois quartos, podem girar em torno de R$ 1.200 e cerca de R$ 800, se localizados em bairros periféricos. "O mercado da cidade está equilibrado na questão da oferta e procura, o que faz com que os preços sejam um pouco abaixo de outros centros. A tendência é o aluguel permanecer nesse nível."

    Além disso, o delegado do Creci comenta que a maior procura por imóveis na cidade se concentra na região central e bairros próximo ao Centro. "Isso não impede que bairros periféricos tenham sucesso nas vendas. São Pedro está sempre tendo bons lançamentos. Em Benfica, é difícil encontrar imóvel para alugar, porque as empresas que se instalam próximo já alugam para os funcionários."

    Para o economista, Lourival Batista de Oliveira Júnior, essa procura é motivada pelo crescimento na renda dos brasileiros nos últimos anos, o que afeta alguns setores da economia. Uma das áreas mais afetadas, segundo ele, são os imóveis, tanto comerciais quanto residenciais, que se tornam mais valorizados. Essa valorização se deve porque, com uma população com mais renda, aumenta-se a demanda por imóveis. "As pessoas que não têm imóvel próprio passam a querer ter e os que tem, querem melhorar. Isso gera uma valorização. A demanda por imóveis aumenta, mas o espaço físico das cidades continuam o mesmo, o que leva os preços para cima."   

    Investimento em imóveis

    Segundo Tomaz, a valorização de imóveis está intensa na cidade, o que torna o setor uma boa opção de investimento, tanto para quem precisa de moradia, quanto para os que apenas precisam investir o dinheiro. E, para ele, o cenário de valorização tende a permanecer. "Juiz de Fora tem um déficit de cerca de 26 mil imóveis. Se partirmos desse parâmetro, ainda há um mercado intenso a ser explorado. O número de alunos que mudam para a cidade também incentiva esse crescimento."

    Oliveira afirma que, para as pessoas que têm a intenção de comprar um imóvel como investimento, o ideal é evitar aqueles que estão com preços inflados. "Quem quere investir como especulação, sem a necessidade de comprar um imóvel, não pode comprar os que estão com preço acima do que se pagaria normalmente por eles. Procurar áreas de valorização futura é importante."

    Já para o corretor, o ideal é buscar os lançamentos. "São os imóveis com tecnologia mais nova é que vão valorizar mais." Tomaz comenta, no entanto, que os usados são ideais para quem tem um prazo curto ou precisa investir em uma moradia.

    O segredo da compra de um imóvel, de acordo com o delegado do Creci, está na valorização que ele terá no futuro. "Lançamentos do Estrela Sul que foram vendidos por R$ 130 mil, hoje valem R$ 300 mil. A médio e longo prazo é o melhor investimento, com mais rendimento." O economista alerta para que o comprador tenha paciência. "O ideal é aguardar o resultado a longo prazo porque, em curto prazo, o comprador pode vir a ter um certo prejuízo. É preciso ver também se os alugueis vão compensar o dinheiro investido ou se é melhor aplicá-lo. Mas, como a demanda por imóveis aumenta, sempre é um bom investimento a se fazer."

    Futuro

    Na opinião do corretor, o mercado tende a continuar aquecido na cidade e com um foco cada vez maior para a região periférica. "Existe uma carência muito grande de lançamentos nas regiões que não são centrais. Ainda existe muita margem para crescimento. Creio que o grande foco no futuro será a região que liga São Pedro a Benfica. Para quem imagina um investimento a longo prazo, é um ótimo investimento." O especialista não crê em estagnação do mercado imobiliário na cidade.

    *Victor Machado é estudante do 8º período de Comunicação Social da Faculdade Estácio de Sá

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