Juiz de Fora recebeu o Mutirão de Direitos LGBTQIAPN+, ação social voltada para a proteção dos direitos das pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ e combate à homofobia, promovido pela Câmara, nessa quarta-feira (25). As atividades se concentraram no Parque Halfeld das 9h às 12h.

A iniciativa da vereadora Laiz Perrut (PT) contou com o apoio do Centro Integrado de Atendimento à Mulher (Ciam) e do Centro de Referência em Direitos Humanos.

Durante o evento, foram oferecidos serviços de retificação de nome para pessoas trans, auxílio jurídico para medidas protetivas, orientações psicológicas e de saúde preventiva.

A vereadora Laiz comentou a relevância dos serviços oferecidos e explicou que o mutirão em frente à Câmara é pelo mês do orgulho LGBT e que os serviços oferecidos pelo Ciam, além de prestar auxílio às mulheres, também atua na proteção e acolhimento dessa parcela da população. Ressaltando a importância de trazer para a Câmara debates e projetos para a garantia dos direitos. "Nossa luta não pode parar. Temos que estender a celebração durante o ano todo”, finalizou.

Em 2025, o Ciam já realizou cerca de 200 retificações de nome e gênero e mais de 600 atendimentos ao público LGBTQIAPN+.

A coordenadora do Ciam, Rosângela Gonzaga, disse que a Câmara é pioneira na prestação de atendimento a pessoas LGBTs.
“Desde quando o CIAM foi fundado, prestamos atendimento humanizado e oferecemos tratamento com psicólogos. Além disso, realizamos retificação de nome e gênero, garantindo atendimento e encaminhamento para a retirada dos documentos de forma gratuita. Garantir o direito à cidadania das pessoas é fundamental”.

O Centro de Referência em Direitos Humanos, um programa do estado de Minas Gerais, atua em parceria com o Ciam na garantia dos direitos às pessoas LBGTs.

A coordenadora do Centro de Referência em Juiz de Fora e Território Zona da Mata, Déia Ribeiro, explicou o funcionamento do serviço e a importância da atuação conjunta em eventos como este. “Acolhemos todo e qualquer tipo de violação a direitos humanos, fazendo o encaminhamento jurídico dos casos. Também damos formação em direitos humanos em diferentes temáticas. Atendemos hoje mais de 30 temáticas diferentes, sempre tentando trazer para a sociedade esses debates, para conscientizar a população sobre essas questões. Se a sociedade desconhece esses problemas, não conseguimos combater a violação de forma plena. Hoje comemoramos a semana do Orgulho LGBTs. Estamos aqui em conjunto para fomentar esse trabalho de divulgação desses serviços, da importância desse mês, também para prestar apoio e como uma forma de garantir que os direitos desse público sejam assegurados”, relatou.

Preconceitos

A população LGBTQIAPN+ ainda sofre com preconceitos que estão muitas vezes enraizados na sociedade.

A psicóloga Maria José Figueira que trabalha, em especial, com pessoas transexuais comentou que há muita vulnerabilidade. Desde o ambiente familiar até nos outros ambientes. Enfrentando problemas desde a não aceitação e até o desrespeito e situações de constrangimento em ambientes públicos.

"Uma grande preocupação que tenho é que em nossa graduação não temos conteúdos abordando questões de identidade de gênero. Muitas vezes recebo queixas da falta de capacitação de profissionais para lidarem com pessoas em transição de gênero ou que ainda não tiveram seus nomes retificados. Ações como essa são fundamentais para levarmos informações e conscientização sobre os direitos da população LGBT. O mês do orgulho tem que ser refletido e celebrado durante todos os meses do ano”, comentou Maria José.

Câmara Municipal de Juiz de Fora - Atividades pelo mês do orgulho, em Juiz de Fora

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