Nesta segunda-feira (23), completa-se um mês da tragédia provocada pelas fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora e cidades da Zona da Mata mineira. O desastre, registrado entre os dias 23 e 24 de fevereiro, é considerado um dos mais graves da história recente da região.

O temporal provocou cenas de destruição, com casas soterradas, ruas alagadas e moradores ilhados. Em Juiz de Fora, uma das cidades mais afetadas, bairros inteiros foram atingidos por deslizamentos de terra e enchentes, especialmente em áreas de encosta.

Na época, os primeiros levantamentos apontavam dezenas de vítimas. Somente em Juiz de Fora, foram registrados ao menos 24 mortos e dezenas de desaparecidos nos primeiros dias após o desastre. No total foram 65 mortos em Juiz de Fora e oito em Ubá.

O volume de chuva foi excepcional. Em Juiz de Fora, o acumulado ultrapassou 600 milímetros em poucos dias mais de três vezes a média histórica para o período, provocando o transbordamento do Rio Paraibuna e uma série de deslizamentos simultâneos.

Diante da gravidade da situação, o município decretou estado de calamidade pública, medida também adotada por cidades vizinhas como Ubá e Matias Barbosa. Mais de 3 mil pessoas ficaram desabrigadas apenas em Juiz de Fora, sendo acolhidas em escolas e abrigos emergenciais.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e voluntários atuaram intensamente nas buscas por desaparecidos e no resgate de vítimas, em meio a um cenário descrito como crítico, com dezenas de ocorrências registradas em poucas horas.

Um mês depois, a tragédia ainda deixa marcas profundas na região. Famílias seguem em processo de reconstrução, muitas ainda fora de suas casas, enquanto o episódio reforça o alerta para os riscos em áreas vulneráveis e a necessidade de investimentos em prevenção e infraestrutura.

A data reacende a memória das vítimas e evidencia a dimensão de um desastre que mobilizou toda a região da Zona da Mata.

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Agência Brasil - Chuvas em Juiz de Fora

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