Oito pessoas, incluindo policiais penais, foram condenadas por integrar um esquema de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro dentro do sistema prisional de Juiz de Fora. As penas variam entre oito e 19 anos de prisão em regime inicial fechado, com perda dos cargos públicos e proibição de exercer função pública após o cumprimento das penas.

A decisão foi proferida no dia 9 de abril pela 3ª Vara Criminal da comarca, que acolheu parcialmente denúncia do Ministério Público de Minas Gerais no âmbito da Operação Tabernus.

Segundo as investigações, os condenados faziam parte de uma organização criminosa estruturada, responsável por facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos nas unidades prisionais, mediante pagamento de propina por detentos e familiares. Policiais penais envolvidos utilizavam suas funções para viabilizar o esquema.

As apurações também identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda de alguns investigados e o uso de contas de terceiros para ocultar a origem dos valores.

A comprovação dos crimes ocorreu por meio de interceptações telefônicas, quebras de sigilos bancário e telemático, análises financeiras e depoimentos de envolvidos.

A Justiça ainda negou o direito de recorrer em liberdade aos réus que já estavam presos durante o processo ou que se encontram foragidos.

A Operação Tabernus foi deflagrada em junho de 2024 pelo Gaeco, com apoio das polícias Penal, Civil, Militar e Rodoviária Federal.

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MPMG - Reprodução

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