A Prefeitura de Juiz de Fora arrecadou R$ 3,7 bilhões em 2025, valor cerca de R$ 500 milhões abaixo da previsão inicial de R$ 4,2 bilhões. Os dados foram apresentados durante audiência pública realizada na Câmara Municipal para prestação de contas do exercício fiscal do ano passado e do primeiro quadrimestre de 2026.
Segundo o controlador-geral do município, Diego Pessoa, o atraso na aprovação do Orçamento Federal impactou os repasses destinados aos municípios e comprometeu a execução financeira ao longo do ano.
Apesar da queda na arrecadação, as despesas municipais fecharam o ano em R$ 3,5 bilhões. Os investimentos em saúde representaram 19,27% das receitas, acima do mínimo constitucional de 15%. Na educação, o percentual chegou a 31%, superando o piso obrigatório de 25%.
As despesas com pessoal ficaram em 46,68% da receita corrente líquida, abaixo do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Durante a audiência, o presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara, vereador Juraci Scheffer (PT), defendeu a realização de concursos públicos, especialmente nas áreas de saúde e educação. Segundo ele, a falta de novas contratações ao longo dos últimos anos contribuiu para reduzir a arrecadação do Fundo de Previdência Municipal.
Os números do primeiro quadrimestre de 2026 também foram apresentados. A previsão de arrecadação para o ano é de R$ 4,6 bilhões. Entre janeiro e abril, o município arrecadou R$ 1,4 bilhão, montante superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando a receita somou R$ 1,2 bilhão.
No período, as despesas chegaram a R$ 1,3 bilhão. Os investimentos em saúde alcançaram 21% das receitas municipais, enquanto a educação recebeu 29,5%. Em comparação com o ano anterior, houve aumento na participação da saúde e redução no percentual destinado à educação.
A prestação de contas é uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal e ocorre a cada quatro meses para acompanhamento da execução orçamentária pelos vereadores e pela sociedade.
