A audiência pública realizada nessa terça-feira (7), pela Câmara Municipal de Juiz de Fora para discutir o funcionamento do Sistema Pronto e da Central de Regulação do Estado de Minas Gerais (CORE/MG) resultou em uma série de propostas voltadas ao aperfeiçoamento da gestão da saúde pública. O debate reuniu vereadores, gestores, profissionais da saúde, representantes de hospitais e usuários do SUS, que defenderam maior transparência na regulação de vagas e a revisão da regionalização do sistema.
Entre os principais encaminhamentos estão a divulgação periódica das filas de espera para consultas, exames e internações, a definição de critérios mais claros para a distribuição de vagas e a descentralização da regulação, diante das dificuldades apontadas após a centralização do serviço em Belo Horizonte. Também foram sugeridas melhorias na comunicação entre as unidades de saúde e a Central de Regulação, além da criação de mecanismos que permitam maior acompanhamento dos pacientes.
Durante a audiência, participantes relataram atrasos em internações e transferências, dificuldades de acesso às informações sobre a posição nas filas e problemas operacionais no novo modelo de regulação. As manifestações reforçaram a necessidade de tornar o sistema mais transparente, eficiente e humanizado, garantindo maior segurança para pacientes e profissionais da saúde.
As propostas apresentadas serão encaminhadas aos órgãos competentes para análise e poderão subsidiar futuras medidas voltadas ao aprimoramento da assistência à saúde na macrorregião de Juiz de Fora.